Filho de Cabral é condenado por 'carteiradas' em presídio para visitar pai... - Caarapó Online

CAARAPÓ - MS, terça-feira, 18 de janeiro de 2022


Filho de Cabral é condenado por 'carteiradas' em presídio para visitar pai...

a autorização não era permitida legalmente por ser apenas filho do ex-governador Sergio Cabral, e não parlamentar

Publicado em: 06/10/2018 às 07h14

Destak Jornal

Na tarde desta sexta-feira (5), o deputado federal Marco Antônio Cabral (MDB) foi condenado por improbidade administrativa. A sentençado juiz Ricardo Levy Martins, da 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro, condena o filho do ex-governador Sérgio Cabral à perda da função pública, à proibição de contratar com a Administração Pública por três anos e ao pagamento de multa de R$ 337.000 reais.

De acordo com a ação, movida pelo MPF (Ministério Público Federal) e ajuizada em 2017, Marco Antônio Cabral utilizou sua carteira de deputado para entrar 23 vezes no presídio de Bangu 8, onde seu pai estava preso, em horários proibidos para visitação. Além disso , em 11 dessas ocasiões ele sequer estava no exercício do mandato, já que estava no cargo de secretário estadual de Esporte e Lazer.


De acordo com o juiz, as visitas não tinham qualquer relação com o exercício do mandato  de deputado e representam grave violação às regras de visitação das unidades prisionais.

"Não se deve perder de vista que o membro do Poder Legislativo, justamente por ser o principal formulador das leis, deveria ser um dos principais defensores da aplicação geral e despersonalizada das normas que produz. Esta verdade inafastável revela o especial desvalor daquele que utiliza indevidamente suas prerrogativas para, violando os princípios mais básicos da moralidade, honestidade e legalidade, colocar-se à margem da incidência da norma que rege a vida dos demais cidadãos", declara a decisão de Martins.


Em nota oficial, a assessoria de Cabral nega que tenha havido improbidade e afirma que a decisão tem o objetivo de influenciar o processo eleitoral, já que o deputado concorre à reeleição no próximo domingo.


"A divulgação de uma suposta condenação que não está no processo, na véspera da eleição, tem o único objetivo de influenciar o processo eleitoral e demonstra clara perseguição política. O deputado federal afirma que não cometeu nenhum ato de improbidade e que irá tomar as medidas legais contra esse abuso de autoridade"