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CAARAPÓ - MS, terça-feira, 18 de janeiro de 2022


Candidatura de Henrique Meirelles (MDB) é questionada por Alckmin

Publicado em: 31/08/2018 às 08h52

Assessoria

Casado(a), Engenheiro, nascido em 31/08/1945 em Anápolis-GO, candidato a Presidente do Brasil pelo MDB - Movimento Democrático Brasileiro

Presidente do Banco Central nos oito anos de governo Lula e ministro da Fazenda desde a posse de Michel Temer, Henrique Meirelles espera se credenciar como responsável pela recuperação da economia. Na época da eleição, o país deve ter PIB em alta, inflação relativamente controlada e taxa básica de juros em níveis historicamente baixos. Mas o desemprego, embora diminuindo, ainda estará elevado, com perto de 10 milhões de pessoas sem ocupação, o que pode enfraquecer o discurso de Meirelles. Admitindo-se “presidenciável”, ele tenta ganhar visibilidade: aproximou-se dos evangélicos e contratou uma equipe para filmar seus compromissos públicos.

Mas carregará o peso de tentar implementar medidas amargas como a reforma da Previdência. Bem visto no mercado financeiro, Meirelles não é exatamente popular entre o eleitorado. Parte de um patamar baixo nas pesquisas de intenção de voto (2%) e espera chegar a 5% até março, quando terá de deixar o cargo se decidir concorrer à Presidência.

Propostas para a ECONOMIA

  1. Terá como meta fazer o país voltar a crescer 4% ao ano ou mais.
  2. Facilitar a inserção dos jovens no mercado de trabalho, expandindo a oferta de vagas no ensino técnico e incentivando o primeiro emprego, seja na forma de estágio ou de experiência técnica.

  3. Incentivar a redução da diferença salarial entre homens e mulheres, respaldado pela nova lei do trabalho aprovada em 2017.
  4. Trabalhará para que orçamento federal seja mais transparente e impositivo, um formato que poderá fazer da discussão em torno de receitas e despesas do Governo Federal, pelo Congresso, um dos pontos mais importantes da atividade parlamentar, como nas democracias maduras.

  5. Terminar as obras públicas paralisadas e priorizar a retomada das obras que mais trazem benefícios à sociedade.
  6. Planejar melhor a expansão da infraestrutura no país, evitando erros e desperdícios tão comuns no passado.

  7. Simplificar o processo de concessões, possibilitando uma desconcentração dos investimentos, tanto em termos regionais como de tamanho.
  8. No caso das concessões plenas, reequilibrar o risco do empreendimento entre poder concedente e concessionário, evitando os extremos, atraindo, dessa forma, um universo maior de investidores com maior segurança jurídica.

  9. Acelerar o processo de privatização, nas áreas em que isso for necessário, garantindo que os recursos públicos não escoem pelo ralo dos prejuízos das empresas que hoje dependem do Tesouro Nacional.
  10. Vai estabelecer um sistema aberto e interativo de planejamento, com a criação de “mesas de diálogo público-privado”, sob escrutínio da população e dos órgãos de controle.

  11. Financiamento, inovação, expansão dos projetos de pequenos irrigantes e melhoria da infraestrutura serão prioridades para que os agricultores sigam ampliando a produtividade. Outras medidas de apoio estão previstas, como o reforço da segurança no campo e a expansão da telefonia celular, graças ao satélite geoestacionário do Brasil.
  12. Promover o saneamento e a recuperação financeira dos hospitais filantrópicos e das Santas Casas.