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CAARAPÓ - MS, quinta-feira, 20 de junho de 2024


PL vê desgaste de Rafael com denúncias, lança amigo de Bolsonaro e amplia racha no bolsonarismo

Publicado em: 11/05/2024 às 08h26

Edivaldo Bitencourt

Tenente Portela, amigo de Bolsonaro desde a época do Exército, diz que vai ser o candidato a prefeito com o apoio do ex-presidente (Foto: Arquivo)

O PL viu desgaste do ex-deputado estadual Rafael Tavares com as denúncias de rachadinha e uso da verba indenizatória da Assembleia Legislativa e decidiu trocar de candidato a prefeito de Campo Grande. O novo pré-candidato a prefeito da sigla na Capital é Aparecido Andrade Portela, o Tenente Portela (PL). Com o lançamento do amigo de Jair Bolsonaro, o partido amplia o racha no bolsonarismo na Capital.

A partir desta semana, o bolsonarismo está dividido entre cinco pré-candidatos a prefeito em Campo Grande: Portela, Rafael Tavares, o deputado estadual João Henrique Catan, o ex-deputado estadual Capitão Contar (PRTB) e a prefeita Adriane Lopes (PP). Os cinco travam uma guerra nos bastidores para ter a benção de Bolsonaro.

De acordo com Portela, ele obteve o aval do ex-presidente, de quem é amigo há décadas, desde quando serviram o Exército em Nioaque. Presidente municipal do PL, ele rechaçou o argumento propagado até esta semana – e nunca desmentido antes, de que Bolsonaro manifestou apoio à candidatura de Tavares à prefeitura.

Pela versão apresentada por Portela, o ex-presidente pediu referências de Rafael Tavares. Ele e o presidente regional da sigla, Marcos Pollon, concordaram que o deputado cassado poderia ser uma opção e deram o aval do partido para Tavares iniciar a pré-campanha. No entanto, eles nunca contestaram a versão do empresário de que tinha o apoio de Bolsonaro.

Oficialmente, Bolsonaro já lançou vários candidatos. O primeiro a ter o apoio explícito do ex-presidente para disputar a prefeitura foi Capitão Contar, que foi candidato a governador e chegou ao segundo turno em 2022. Neste ano, Bolsonaro abandonou o ex-deputado e lançou a candidatura de João Henrique.

O apoio ao neto do ex-governador Marcelo Miranda durou cinco dias. Em uma outra entrevista, para uma rádio do Nordeste, Bolsonaro sinalizou que caminhava para fechar aliança com o PP e apoiar a reeleição de Adriane.

A preferência do ex-presidente por Rafael Tavares frustrou a progressista. No entanto, Adriane no desistiu e já participou de duas manifestações convocadas por Bolsonaro, em São Paulo e no Rio de Janeiro, na esperança de obter as bênçãos do capitão.

De acordo com Portela, que é primeiro suplente de senador de Tereza Cristina, Rafael Tavares sofreu um desgaste muito grande com as denúncias de pagamento de rachadinha e uso da verba indenizatória para pagar advogado. O bolsonarista negou todas as denúncias e atribuiu as acusações ao seu “crescimento” nas pesquisas.

Contudo, de acordo com o presidente municipal do partido, as denúncias chamuscaram a imagem e derrubaram a candidatura de Rafael Tavares. Aliás, o ostracismo do jovem ex-deputado teria sido até um dos motivos da Capital ser excluída do roteiro de Bolsonaro em Mato Grosso do Sul. Antes de ser internado, ele chegou a confirmar viagem a Dourados nos dias 14 e 15 deste mês.

A nova estratégia tem aval da executiva nacional do partido e até do ex-presidente Bolsonaro. Portela destacou que a sua candidatura não racha o bolsonarismo na Capital. Ele acredita que o grupo vai ficar unido quando Bolsonaro oficializar o seu candidato ou candidata a prefeita da Capital.

“Não fui comunicado de nenhuma mudança, sou pré candidato a Prefeito”, reagiu Tavares. João Henrique não falou sobre o assunto, mas, por meio da assessoria, divulgou um vídeo em que defende candidatura própria do PL na Capital.

Portela descarta ser candidato a vice-prefeito na chapa de Adriane. Ele disse que é suplente de senador de Bolsonaro e não pode mudar.

Com a decisão do PL, os pré-candidatos a prefeito da Capital são Adriane Lopes, Beto Pereira (PSDB), Camila Jara (PT), André Puccinelli (MDB), Rose Modesto (União Brasil) e Professor André Luís (PRD).