Fluminense, Boca Juniors, CBF e Conmebol pedem paz à torcida após violência no RJ - Caarapó Online

CAARAPÓ - MS, domingo, 3 de março de 2024


Fluminense, Boca Juniors, CBF e Conmebol pedem paz à torcida após violência no RJ

Focos de confusão podem fazer com que a final da Libertadores, marcada para este sábado (4), aconteça sem a presença de torcedores no interior do Maracanã

Publicado em: 04/11/2023 às 06h56


Em vídeos publicados em redes sociais, os presidentes do Fluminense e do Boca Juniors pediram paz e união das torcidas para a final da Libertadores, que acontecerá neste sábado (04.11), no Maracanã. "Isto não é uma guerra, é uma partida de futebol", disse Jorge Ameal, presidente do time argentino.

Na quinta-feira (02.11), nove torcedores foram detidos em dois diferentes focos de confusão entre torcedores em Copacabana.

Segundo a Polícia Militar, foram levados à delegacia sete argentinos e dois brasileiros. A mídia argentina divulgou um áudio em que um dos líderes da organizada xeneize convoca os torcedores do tricolor para uma briga.

Diante das tensões crescentes, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) chamou a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), a AFA (equivalente argentino da CBF), o Fluminense e o Boca Juniors para uma reunião na sexta-feira (03.11).

Após o encontro, a entidade divulgou uma nota em que afirma que a reunião teve como tema central a segurança. Foram repassadas todas as medidas tomadas até aqui para a proteção de jogadores e torcida, assim como as áreas e entradas designadas no estádio aos torcedores de cada time, segundo o comunicado.

"Tratando-se de dois clubes com um enorme apelo popular, se faz indispensável tomar as precauções máximas [...] para minimizar todo o possível contato entre as torcidas", afirma a Conmebol na nota.

O comunicado conclui lembrando que os dirigentes dos dois clubes assinaram documento em outubro estabelecendo que "assumem o compromisso de impulsionar campanhas e ações contra a violência e o racismo no seio de suas respectivas torcidas". Pouco após o término da reunião, a Conmebol publicou em suas redes sociais vídeo com Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, e Jorge Ameal, do Boca.

"É muito importante que a gente estabeleça, de hoje para amanhã, um clima de paz, que possa unir os dois povos, as duas torcidas, para que a gente possa estar amanhã no Maracanã fazendo uma linda festa do futebol", disse Bittencourt.

Já Ameal afirmou que "o que queremos é dizer que vamos jogar com público e que não vai haver nenhum problema. Pedimos às pessoas que respeitem, isto não é uma guerra, é uma coisa muito importante, isto é uma partida de futebol". "Gostamos muito do povo brasileiro e queremos que gostem de nós também. Queremos a felicidade de nossa gente, a felicidade é o futebol", disse o argentino.

Também em redes sociais, o capitão do Fluminense mandou recado semelhante: "Estamos vivendo um momento único para o time e a torcida, e sabemos que amanhã, dentro de campo, vai ser um grande jogo e faremos de tudo para conquistar esse título. Que fora dele seja um momento de muita alegria e paz, e que a gente possa aproveitar todos os momentos juntos. Que seja um grande jogo, saudações tricolores!", afirmou o zagueiro.

O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, disse ao ge, da Globo, depois da reunião, que a partida acontecerá com a presença da torcida, mas que isso "vai depender dos torcedores. A partir de agora, os torcedores têm que se unir em torno da paz, porque é segurança acima de tudo".

Segundo ele, "se não tiver essa paz, [...] é lógico que tem a possibilidade de ter [a final] sem público".