Brasil confirma novo diagnóstico de varíola dos macacos e investiga casos suspeito - Caarapó Online

CAARAPÓ - MS, quinta-feira, 30 de junho de 2022


Brasil confirma novo diagnóstico de varíola dos macacos e investiga casos suspeito

Brasil confirma novo diagnóstico de varíola dos macacos e investiga outro caso suspeito

Publicado em: 12/06/2022 às 07h16

Agência Brasil

O Brasil registrou no sábado (11 de junho) mais um caso de varíola dos macacos, registrado em São Paulo, e começou a investigar outro caso suspeito da doença, em Macaé, no Rio de Janeiro.

A doença foi detectada em um homem, de 29 anos, que está isolado em sua residência em Vinhedo, no interior paulista. Ele tem histórico de viagem a Portugal e Espanha e teve os primeiros sintomas ainda na Europa, retornando ao Brasil na última quarta-feira (08.06).

Sâo Paulo já havia confirmado o primeiro caso no país na quinta: um morador da capital paulista que está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, com boa evolução do quadro clínico.

Além disso, a Vigilância Epidemiológica da Secretaria municipal de Saúde de Macaé, no norte fluminense, investiga o caso de um homem, de 43 anos, com suspeita de varíola dos macacos. Ele trabalha numa plataforma de petróleo na Bacia de Campos e retornou, na última quarta-feira, com sintomas da doença. Em nota, a Secretaria de Saúde de Macaé informa que “aguarda a emissão do laudo técnico dos exames realizados pelo laboratório molecular de virologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) nas amostras coletadas em paciente”.

O homem não é morador de Macaé, mas segue internado em hospital particular no município, após desembarcar de plataforma de petróleo. “A previsão é que o diagnóstico seja liberado na segunda-feira (13.06). Amostras do paciente também estão sendo analisadas pelo Laboratório Central Noel Nutels (Lacen), da Secretaria Estadual de Saúde”. A nota diz ainda que o estado de saúde do paciente é estável.

Transmissão

A varíola do macaco é uma doença viral e a transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato pessoal com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados.

A doença causa erupções que geralmente se desenvolvem pelo rosto e depois se espalham para outras partes do corpo, incluindo os órgãos genitais. Os casos recentemente detectados apresentaram uma preponderância de lesões na área genital.

A erupção cutânea passa por diferentes estágios e pode se parecer com varicela ou sífilis, antes de finalmente formar uma crosta, com posterior cicatrização. Quando a crosta desaparece, a pessoa deixa de infectar outras pessoas. O período de incubação é de 6 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, adenomegalia, calafrios e exaustão. Em caso de suspeita da doença, o paciente deve ser isolado até o desaparecimento completo das lesões. O tratamento é baseado em medidas de suporte, com o objetivo de aliviar sintomas, prevenir e tratar complicações e sequelas.

Medidas de controle

De acordo com o Ministério da Saúde, medidas de controle foram adotadas de forma imediata, como isolamento e rastreamento de contatos em voo internacional, com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Ministério da Saúde ressalta ainda que a pasta estabeleceu, desde 23 de maio de 2022, uma Sala de Situação para monitorar o cenário do vírus, no Brasil. "A medida tem como objetivo divulgar de maneira rápida e eficaz as orientações para resposta ao evento de saúde pública, bem como direcionar as ações de vigilância quanto à definição de caso, processo de notificação, fluxo laboratorial e investigação epidemiológica no país", destacou.