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CAARAPÓ - MS, quinta-feira, 30 de junho de 2022


Raro alinhamento de cinco planetas que podem ser vistos em junho

Durante este mês de junho, será possível admirar a olho nu o alinhamento de cinco planetas no céu: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno

Publicado em: 09/06/2022 às 07h40

Nasa Caltech EUA

É um espetáculo raro: só pode ser visto uma vez a cada 18 anos. Durante este mês de junho, será possível admirar a olho nu o alinhamento de cinco planetas no céu: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno.

Eles são os vizinhos mais próximos da Terra — e, para observá-los, não será necessário usar telescópios ou binóculos, somente levantar meia hora antes do nascer do Sol e ter um céu limpo (sem nuvens).

Embora a qualidade da observação seja melhor nas zonas rurais — que costumam ter céus mais escuros —, o espetáculo pode ser admirado a partir das cidades.

Do grupo dos cinco planetas, Mercúrio é normalmente o mais difícil de visualizar devido à sua proximidade com o Sol, do qual se afastará gradualmente durante este mês de junho, o que facilitará a sua observação. De acordo com especialistas, o melhor dia para ver esta conjunção será 24 de junho, quando Mercúrio estará mais distante do Sol e será visível até uma hora antes do amanhecer.

Além disso, em 23 de junho a Lua estará localizada entre Vênus e Marte — justamente no lugar que corresponderia à Terra —, assim será possível admirar seis corpos celestes alinhados no céu. A última vez que esta conjunção de cinco planetas aconteceu foi em dezembro de 2004 — e só vai se repetir novamente em 2040.

Astrônomos descobrem explosões de ondas de rádio repetidas no espaço

O evento coloca em questão a natureza dos fenômenos misteriosos do espaço. Astrônomos encontraram o segundo exemplo de uma Explosão Rápida de Rádio (FRBs - Fast Radio Burst) na história. O evento coloca em questão a natureza dos fenômenos misteriosos do espaço. As explosões são intensas e por meio de breves flashes de emissões de radiofrequência, que duram milissegundos.

O fenômeno foi descoberto, pela primeira vez, em 2007, pelo estudante de pós-graduação David Narkevic e ficou comumente conhecido como o ‘Lorimer Burst’. A fonte destes eventos altamente energéticos é um mistério, mas as pistas quanto à natureza deles estão sendo coletadas por meio das repetições.

A FRB é um pulso de rádio transitório de comprimento que varia de uma fração de milissegundos a alguns milissegundos, causado por algum misterioso processo astrofísico de alta energia que ainda não foi descoberto. Os astrônomos estimam que o FRB médio libera tanta energia em um milissegundo (um milésimo de segundo) quanto o Sol libera em 3 dias (que é cerca de 250.000 segundos).

A nova descoberta levanta novas questões sobre a natureza desses objetos misteriosos e também sobre a utilidade deles como ferramentas para o estudo da natureza do espaço intergaláctico.