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CAARAPÓ - MS, sábado, 13 de agosto de 2022


Brasil estima ter 28 mil veículos elétricos em 2021

Brasil estima ter em torno de 28 mil veículos eletrificados em 2021

Publicado em: 25/07/2021 às 06h25


De acordo com dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico – ABVE, o mercado de veículos eletrificados no Brasil, que incluem automóveis e comerciais leves híbridos (HEV), híbridos plug-in (PHEV) e elétricos a bateria (BEV) – o que não inclui ônibus, caminhões e veículos levíssimos elétricos, teve o melhor quadrimestre da série histórica da ABVE, desde 2012.

Foram 7290 veículos novos emplacados de janeiro a abril de 2021. Nesse sentido, a alta registrada foi de 29,4% sobre o primeiro quadrimestre de 2020, com 5.633 unidades.

Tais números reforçam a previsão da ABVE de que o mercado nacional deve ultrapassar a marca de 28 mil eletrificados só neste ano de 2021, o que configura o crescimento em torno de 42% sobre os 19.745 emplacamentos no ano passado. Este já tinha sido o melhor ano da eletromobilidade no Brasil, com aumento de 66% sobre as vendas de 2019.

Melhor mês

Um dos melhores meses da história da eletromobilidade no Brasil foi abril de 2021, com 2708 veículos emplacados, batendo o novo recorde de participação dos eletrificados nas vendas totais de autos e comerciais leves para o mercado interno, com 1,6% de market share.

Entre o período de janeiro de 2012 a abril de 2021, a frota elétrica em circulação no Brasil chegou a 49.559 veículos.

Problema das baterias

Mas junto com os 140 milhões de elétricos que, se acredita, estarão no mercado em 2030, chega um grande problema: como conseguir a matéria-prima para construir as baterias de que necessitarão? Até o momento parece impossível que isso aconteça sem violentas agressões ao meio ambiente.

As baterias pesam geralmente entre 250 kg e 400 kg. Em sua construção são usados metais como níquel, cobalto e lítio. Para a obtenção de uma tonelada desse último, são necessários cerca de dois milhões de litros de água. Além disso, para separar o lítio da rocha em que está contido, são necessários produtos químicos altamente tóxicos que acabam poluindo o ambiente. A busca pelo lítio gera outro tipo de problema: a Bolívia detém a metade das reservas conhecidas desse metal, fato que, segundo alguns, tem gerado instabilidade política no país.

Grandes mineradoras já pensam em buscar esses metais no fundo do mar, o que pode gerar tragédias ambientais ainda maiores. Essas corporações pressionam governos no sentido que seja criado um marco regulatório que lhes garanta o acesso legal ao fundo do mar; a International Seabed Authority (Autoridade Internacional do Fundo do Mar), órgão da ONU, trabalha no assunto, com a intenção declarada de apenas mitigar os danos que a mineração causará, e não de proibi-la.

As mineradoras já desenvolvem escavadeiras de grande porte, que retirarão grandes quantidades de material do fundo do mar, enviando-o para terra firme onde será processado para retirada dos metais desejados, sendo os rejeitos devolvidos ao mar.

Mercúrio e chumbo serão alguns dos subprodutos desse processo e ao serem devolvidos ao mar, envenenarão as águas; o ruído dos equipamentos e o fato das águas se tornarem turvas, também causarão danos à fauna.

Ainda não se pode prever a extensão dos danos causados pela mineração no mar, mas a Real Academia Sueca de Ciências, em uma estimativa que se diz conservadora, afirma que apenas um desses equipamentos pode mandar para terra firme 60 mil metros cúbicos de material por dia, suficiente para encher um trem de carga com 26 quilômetros de comprimento.