Sábado, 4 de dezembro de 2021

Mais da metade da população de MS tem excesso de peso e 36% está obesa

Secretário de Saúde diz que aumento da obesidade tem causado um dos maiores problemas de saúde pública; veja dicas de alimentação

Publicado em: 13/10/2021 às 06h28


Mato Grosso do Sul tem 69,3% da população com excesso de peso e 36,6% com obesidade, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. A população do Estado é de 2.839.188 habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2020.

Dessa forma, aproximadamente 1,9 milhão de pessoas estão acima do peso, enquanto pouco mais de 1 milhão tem obesidade no Estado. Ou seja, a cada 10 pessoas, sete estão com excesso de peso e três estão com algum grau de obesidade no Estado.

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, disse que o aumento da obesidade tem causado um dos maiores problemas de saúde pública no Sistema Único de Saúde (SUS).

“A elevada prevalência de obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e também está associada à perda de qualidade de vida em razão da má alimentação e desnutrição”.

Conforme a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o problema tem atingido crianças e adolescentes em Mato Grosso do Sul. O nutricionista Anderson Holsbach, da Gerência Estadual de Alimentação e Nutrição (GEAN) da SES, afirma que a obesidade infantil, assim como a adulta, pode ser consequência de uma má alimentação.

“Em 2020, das crianças acompanhadas na Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS, em Mato Grosso do Sul, 15,9% dos menores de 5 anos e 31,8% das crianças entre 5 e 9 anos tinham excesso de peso, e dessas, 7,4% e 15,8%, respectivamente, apresentavam obesidade segundo Índice de Massa Corporal (IMC) para idade", disse.

"Quanto aos adolescentes acompanhados na APS em 2020, 31,9% e 12,0% apresentavam excesso de peso e obesidade, respectivamente 7", acrescentou. Mortes prematuras por doenças crônicas não transmissíveis correspondem a 74% dos óbitos do País.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o custo financeiro da obesidade com hospitalizações e gastos ambulatoriais, em 2011, foi estimado em R$ 488 milhões. Em 2018, esse mesmo custo aumentou 37%, totalizando R$ 669 milhões.

Considerando, além da obesidade, os custos com hospitalizações, procedimentos ambulatoriais e medicamentos atribuíveis também à hipertensão arterial e diabetes, que são doenças comuns em obesos, o custo total foi de R$ 3,45 bilhões no Brasil em 2018.

Alimentação é fator chave

O nutricionista Anderson Holsbach explica que a má alimentação impacta diretamente nos problemas relacionados a saúde.

“Fatores de risco relacionados à má alimentação podem reduzir até três anos a expectativa de vida de uma pessoa, e ampliar as chances se estiver relacionado ao fumo, álcool, poluição e no uso de drogas. Assim, a melhoria nas condições de alimentação saudável pode prevenir uma em cada cinco mortes registradas no país”, disse.

Dicas para alimentação saudável

Faça uso de alimentos in natura (arroz, feijão, carne, legumes, verduras e frutas) ou minimamente processados;
Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias;
Limite o consumo de alimentos processados (alimentos em salmoura, frutas preservadas em açúcar, carnes salgadas ou defumadas, queijos e pães);
Evite o consumo de alimentos ultraprocessados (Bebidas açucaradas, como sucos de caixa e refrigerantes; Salgadinhos; Carnes processadas, como salsicha, bacon e hambúrgueres; Chocolate; Sopas instantâneas; Barras de cereal ou cereal matinal);
Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia;
Fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos in natura ou minimamente processados;
Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias;
Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece;
Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora.