Tereza Cristina discute com representantes de 24 países como ter alimentos na crise - Caarapó Online

Caarapó - MS, sexta-feira, 29 de maio de 2020


Tereza Cristina discute com representantes de 24 países como ter alimentos na crise

Tereza Cristina discute com representantes de 24 países como garantir alimentos na crise

Publicado em: 07/04/2020 às 08h59

Agência Brasil

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina Correa da Costa, assinou, em conjunto com representantes de outros 24 países da América Latina e do Caribe, uma declaração com medidas para garantir o abastecimento de alimentos aos 620 milhões de consumidores que vivem nesta região.


No documento, ministros, secretários de Agricultura, Pecuária, Pesca, Alimentação e Desenvolvimento Rural desses países se comprometem a desenvolver ações para apoiar o funcionamento regular do sistema alimentar durante a crise da Covid-19.


Eles destacam que os estoques globais dos principais alimentos estão em bom nível e as colheitas nos principais países produtores foram boas. "Dezoito milhões de agricultores, pescadores, fazendeiros, aquicultores, homens e mulheres, seguem trabalhando diariamente na nossa região para que não faltem alimentos em nossas mesas. O mesmo fazem os trabalhadores das agroindústrias, do transporte, das empresas importadoras e exportadoras, e os mercados atacadistas e varejistas”, afirmam.


Em virtude desse cenário, os representantes desses países lembram que, diferentemente de crises anteriores, a oferta de alimentos se manteve estável no mundo e na região. “Portanto, não existem razões que justifiquem aumentos significativos nos preços dos alimentos, motivo pelo qual fazemos um chamado a todos os atores do sistema alimentar para impedir a especulação neste momento de emergência”.


O grupo desses países declara que irá trabalhar de forma coordenada para oferecer “assistência técnica e financeira aos pequenos e médios produtores agrícolas, pesqueiros, aquícolas, fazendeiros, e pequenos e médios agroindustriais, que fornecem uma elevada proporção de alimentos básicos para o consumo nacional”.


Outra linha de ação conjunta será desenvolver ações – em parceria com importadores e distribuidores de alimentos do setor privado - que assegurem o funcionamento regular dos mercados atacadistas locais, regionais e nacionais e possibilitando o acesso dos produtos e dos trabalhadores a esses locais.


Estão ainda previstas, entre as medidas propostas, o monitoramento de cadeias logísticas, especialmente aquelas que incluem um ou mais países; o estímulo ao uso de plataformas e aplicativos de comércio eletrônico de alimentos, além de “garantir que as políticas fiscais e comerciais, definidas pelos governos como parte de sua resposta ao efeito econômico da crise, não enfraqueçam o funcionamento normal do comércio regional e global de alimentos”.