Ceasa já desinfetou 110 carretas para evitar coronavírus “importados” de SP - Caarapó Online

Caarapó - MS, segunda-feira, 25 de maio de 2020


Ceasa já desinfetou 110 carretas para evitar coronavírus “importados” de SP

Centro de distribuição de São Paulo é principal fonte de alimentos do Ceasa e por isso governo instalou barreira sanitária

Publicado em: 03/04/2020 às 09h52

Clayton Neves

Além das 14 barreiras sanitárias autorizadas para funcionar em estradas de Mato Grosso do Sul em pontos estratégicos das divisas, o Ceasa (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) foi escolhido, junto com o Aeroporto Internacional de Campo Grande, para ser inspecionado diariamente por fiscais sanitários. Por ali, desde que a barreira sanitária começou a funcionar na madrugada de quarta-feira (01.04), 110 carretas, em média, foram higienizadas para evitar deixarem em Mato Grosso do Sul coronavírus importado de São Paulo.

Isso porque o Ceages (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), na Capital paulista, é a principal fonte dos alimentos trazidos para serem comercializados nas madrugadas e manhãs do Ceasa em Campo Grande. São Paulo lidera o número de casos da doença causada pelo coronavírus, a Covid-19, e até quinta-feira (02.04), no Brasil foram registradas 329 mortes e mais de 8.076 casos confirmados.

Na madrugada de sexta-feira (03.04), 70 caminhões e carretas foram desinfectados. O horário em que as abordagens e inspeções ocorrem é durante o maior fluxo diário, das 0h até as 4h. Os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) dos fiscais formam a única característica de um cenário de crise sanitária mundial, junto com as máscaras de comerciantes e funcionários do Ceasa.

Para lavar os veículos, utiliza-se uma mistura de álcool 90, água sanitária e água, e o produto passa por toda a carreta, cabine e pneus, a parte externa.

Como funciona – Além da vistoria da carga e limpeza do veículo, os fiscais analisam o documento do motorista e realizam entrevista para saber a origem da carga. A entrevista ocorre enquanto o veículo é higienizado pela equipe.

A imprensa não foi autorizada a entrar no local da inspeção, mas por ali, ouve-se falar em confiança na medida. A sensação é de alívio, já que além de garantir que o abastecimento continue, a inspeção passa mais segurança aos consumidores e interfere diretamente na venda dos produtos.