Coronavírus volta a afundar as bolsas de valores no mundo todo - Caarapó Online

Caarapó - MS, domingo, 29 de março de 2020


Coronavírus volta a afundar as bolsas de valores no mundo todo

Na Europa, as ações abriram no vermelho depois de algum otimismo no final da semana passada. Paris perdia 4,44%, Frankfurt 4,40% e Londres 4,79%

Publicado em: 23/03/2020 às 09h21

Agência France Presse

Os mercados financeiros da Europa e da Ásia voltaram a cair nesta segunda-feira (23.03) devido à incerteza sobre o plano econômico dos Estados Unidos para lidar com o coronavírus e alertas de resultados negativos de grandes empresas.


Em Hong Kong, o índice Hang Seng perdeu 4,4%, enquanto em Sydney a Bolsa caiu 5,6% e em Wellington 7,6%, respondendo à decisão da Nova Zelândia de decretar confinamento geral.


Em Singapura, o mercado de ações caía 7,5% e em Seul perdia 5,5%. Em Xangai, foram registradas perdas de 3,11% e na China a bolsa de valores de Shenzhen caiu 4,26%.


A Bolsa de Tóquio foi uma exceção e fechou no positivo graças ao iene fraco e ao SoftBank Group, que anunciou um plano ambicioso para ceder ativos e comprar ações.


Na Europa, as ações abriram no vermelho depois de algum otimismo no final da semana passada. Paris perdia 4,44%, Frankfurt 4,40% e Londres 4,79%.


Enquanto isso, em Madri, o Ibex-35 perdia quase 2,5% e o FTSE MIB da bolsa de Milão, 3,3% nas primeiras operações desta segunda-feira.

As Bolsas foram afetadas pelo fracasso no domingo do Congresso dos EUA de aprovar um plano para mobilizar cerca de dois trilhões de dólares para apoiar a economia diante da pandemia de coronavírus.

Apesar das intensas negociações, a Casa Branca (EUA), republicanos e democratas no Congresso não chegaram a um acordo na primeira votação.

Após esse fracasso, o preço do petróleo também caiu. O barril de Brent perdeu 2,2%, para US$ 26,38, enquanto o WTI ganhava 1,4%, chegando a US$ 22,95 às 06H30 GMT (03h30 de Brasília).


Um sinal da volatilidade do mercado do petróleo, que não é afetado apenas pela pandemia de coronavírus, mas também pela guerra de preços entre os principais produtores. Por seu lado, o mercado da dívida estabilizou-se com movimentos limitados, tanto na Europa como nos Estados Unidos.

"Essas quedas rápidas e sem precedentes ilustram a velocidade com que passamos de um pequeno medo pela saúde pública para uma recessão global", disse Stephen Innes, analista da AxiCorps.