Detran pode guinchar 3 mil veículos ilegais que não substituíram placa antiga - Caarapó Online

Caarapó - MS, terça-feira, 7 de abril de 2020


Detran pode guinchar 3 mil veículos ilegais que não substituíram placa antiga

A Irregularidade ainda é passível de multa e ganho de pontos na carteira nacional de habilitação - CNH

Publicado em: 12/03/2020 às 16h38

Jones Mario

O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito) apontou que 3 mil veículos podem ser recolhidos porque não substituíram a placa antiga pelo modelo Mercosul, vigente desde o início de fevereiro deste ano. A irregularidade ainda é passível de multa no valor de R$ 130,00, despesas com pagamento do guincho e estadia do carro, moto ou caminhão no pátio do departamento e ainda ter 4 pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação).


Em entrevista coletiva na quinta-feira (12.03), o novo diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, revelou que estes 3 mil veículos estão entre os 21 mil que passaram por processo de transferência e troca de documentação, que exigem a adequação à nova placa Mercosul. Porém, os responsáveis não procuraram as estampadoras para efetuar a troca.


Diretor de veículos do Detran-MS, Agrícola Pedroso diz que “em uma eventual fiscalização, esse veículo pode ficar retido, a não ser que ligue para a estampadora e a empresa leve a placa na hora”. Ainda conforme Pedroso, a frota de Mato Grosso do Sul hoje conta com 1,6 milhão de veículos.


No Estado, sete estampadoras estão credenciadas a produzir e efetuar a troca da placa Mercosul - cinco delas em Campo Grande. Preços - O menor valor pelo par da placa é pago na empresa Íons, na Capital, por R$ 258,00. A Procon-MS (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) pleiteava chegar aos R$ 220,00.


Perguntado sobre os valores cobrados no Estado, Rudel Trindade pediu “trégua” e prometeu força-tarefa em 15 dias para sentar-se com o superintendente do Procon-MS, Marcelo Salomão, e discutir preços e possíveis medidas.


Trindade ainda se comprometeu em avaliar a exigência de caução no valor de R$ 500 mil cobrado das estampadoras no processo de credenciamento. O requisito estaria em desacordo com resolução do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito).