Com guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia, faz preço do petróleo despencar 25% - Caarapó Online

Caarapó - MS, quinta-feira, 28 de maio de 2020


Com guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia, faz preço do petróleo despencar 25%

Diante de guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia, cotação do petróleo despenca 25%

Publicado em: 09/03/2020 às 20h20

Reuters

Os preços do petróleo sofreram na segunda-feira (09.03) a maior queda diária desde a Guerra do Golfo de 1991, após Arábia Saudita e Rússia iniciarem uma disputa de preços que ameaça inundar os mercados globais da commodity com mais oferta.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de US$ 10,91, ou 24,1%, a US$ 34,36 por barril. O vencimento chegou a cair 31% no início da sessão, quando bateu mínima de US$ 31,02, menor nível desde 12 de fevereiro de 2016.


Já o petróleo dos Estados Unidos cedeu US$ 10,15, ou 24,6%, e terminou o dia cotado a US$ 31,13 por barril. Mais cedo, o WTI chegou a perder 33%, tocando a marca de US$ 27,34, também mínima desde 12 de fevereiro de 2016.

O que aconteceu nesta segunda? Um recuo de quase 25% nas cotações do petróleo desencadeou pânico nos principais índices acionários de Wall Street, em um momento em que a rápida disseminação do coronavírus pelo mundo também amplifica temores de uma recessão global.


Esta segunda-feira marcou o maior declínio percentual para ambos os valores de referência desde 17 de janeiro de 1991, quando as cotações do petróleo recuaram em um terço devido à Guerra do Golfo.

Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq caíram cerca de 7%. No Brasil, o Ibovespa despencou mais de 12%.

Você pode me dar um pouco mais de contexto? Tanto Arábia Saudita quanto Rússia disseram durante o fim de semana que vão elevar as produções de petróleo, depois de um acordo de três anos entre os países e outros importantes produtores da commodity, que agia para limitar a oferta, entrar em colapso na sexta-feira.

Ações de empresas de energia também recuaram com força, e produtores norte-americanos de “shale” (petróleo não convencional) passaram a cortar gastos, antecipando-se à queda nas receitas. A Exxon Mobil recuou 12%, enquanto a Chevron teve tombo de 15%. No Brasil, a Petrobras despencou 30%.

“O prognóstico para o mercado do petróleo é ainda mais terrível que o de novembro de 2014, quando tivemos pela última vez o início de uma guerra de preços dessa proporção, uma vez que agora ela ocorre ao lado de um colapso significativo na demanda por petróleo devido ao coronavírus”, disse o Goldman Sachs em relatório.