O fracasso e frustração de um ex-senador que nada conseguiu - Caarapó Online

Caarapó - MS, terça-feira, 25 de fevereiro de 2020


O fracasso e frustração de um ex-senador que nada conseguiu

O fracasso e frustração do ex-senador Cristovam Buarque

Publicado em: 24/01/2020 às 07h26

Manoel Afonso

CRISTOVAM BUARQUE: “Durante 26 anos a República brasileira teve 5 presidentes do mesmo bloco político...Não demos coesão nem rumo ao Brasil...deixamos nosso país com 12 milhões de adultos analfabetos e 100 milhões sem saneamento...Deixamos a economia em recessão alarmante e com desemprego em níveis dramáticos...o país ficou mais radicalizado,violento e corrupto...O Estado ficou mais ineficiente, aparelhado e endividado...Ficamos 26 anos consolidando a democracia, sem reorientar o país nos novos tempos que vivemos...”


E MAIS... “Eleitos para reformar ficamos contra as reformas...Aumentamos o número de carros oficiais e de privilégios da cúpula do poder: não reformamos a política, ao contrário, nadamos nela ...Nenhuma reforma fizemos no sistema financeiro/bancário; não reformamos o injusto, complicado e vulnerável sistema fiscal, mantivemos a maior carga fiscal, os piores serviços públicos da história, não tocamos no complicado e comprável sistema de justiça...


A OPINIÃO não é de um qualquer. Cristovam Buarque tem currículo invejável: engenheiro, economista, cursou a Sorbonne, ex-reitor da UNB, ex-ministro da educação, ex-governador do Distrito Federal e senador por 2 mandatos. Mas o que enseja essa abordagem é o fato dele só após a vida toda militando na esquerda chegar a essa conclusão. De nada valeram as graduações e cargos? Deveria ter rompido antes com o sistema e denunciado todas essas falhas que ‘descobre’ aos 75 anos de idade.


DESTACO
o início das declarações do ex-senador: “Durante 26 anos, a república brasileira teve 5 presidentes de um mesmo bloco político. Apesar de partidos, ideologias e comportamentos diferentes, Itamar, Cardoso, Dilma e Temer vêm do mesmo grupo que lutou contra a ditadura e defendeu posições progressistas em graus diferentes na economia, na sociedade e nos costumes. Foi, portanto, ¼ de século e de república governado por democratas progressistas...” Conclusão: o preparo intelectual nem sempre é o bastante na vida pública partidária. Mas ele sempre foi opaco e nunca encantou. Em homenagem a francesa Universidade da Sourbonne que cursou – ‘Au revoir’ (Adeus).


INFELIZMENTE
o ex-senador Cristovam Buarque esqueceu de abordar o conteúdo utópico da nossa Constituição, onde esse ciclo penoso de erros começou. Na época, o ex-ministro Delfim Neto, tido como dinossauro pela esquerda por ter servido ao regime militar, ironizava a complexidade da Carta Magna ao tratar de matérias impensáveis no primeiro mundo. Ele alertou que a Constituição era generosa e paternalista demais ao só dar direitos e ignorar as obrigações do cidadão. Delfim insistia: “quem vai pagar essa conta de bondades”? Claro – o contribuinte!


RETROVISOR A Constituição foi alvo de críticas do ex-ministro Roberto Campos com frases inteligentes. Algumas delas: “Ela promete-nos seguridade social sueca com recursos moçambicanos”. Já tivemos 7 Constituições e os americanos só uma e os ingleses nenhuma. O problema nunca foi de Constituições e sim de instituições. Elencam-se 34 ‘direitos’ ao trabalhador, nenhum dever de trabalhar, pois é irrestrito o direito de greve. A palavra produtividade só aparece uma vez no texto, e ‘direitos’ 76 vezes – enquanto a palavra ‘deveres’ é mencionada apenas 4 vezes.


JOGO SUJO? Ex-presidente Dilma Roussef (PT) culpa a mídia venal e a elite política e econômica pelo seu afastamento ao se referir ao filme ‘Democracia em Vertigem’. Ora bolas! O impeachment foi fruto de sua incapacidade, arrogância, conivência com a corrupção através de empreiteiras (elites) que financiavam o PT e apoio de governadores políticos.. Detalhe: a diretora do filme é a comunista Ana Petra Costa, neta do fundador da Andrade Gutierrez – pega na corrupção pela Lava Jato. Tá explicado?


SUPERADO? Sobre a pretensão do ex-governador Zeca do PT em concorrer à prefeitura de Sidrolândia algumas questões devem ser analisadas. Nas eleições de 2016 o vencedor – dr. Marcelo Ascoli (PSL) - obteve 11.605 votos contra Ari Basso (PSDB) com 9.922 votos. O terceiro colocado foi Haroldo (PEN) com apenas 1.514 votos. Lá as lideranças são fortes, sem espaço para concorrentes eventuais. O PT só elegeu um vereador (Jean) e na sua candidatura ao senado em 2018 - Zeca do PT obteve só 7.393 votos em Sidrolândia. Acreditar na fidelidade dos assentados rurais é uma aposta perigosa.


ZECA DO PT tem um sítio naquele município. Mas será que isso basta como referencia convincente? No fundo, o seu currículo pode pesar pouco, principalmente agora com seu partido em baixa e desmoralizado pelos escândalos. Serve como alerta a terrível experiência de Marcelo Miranda (PR) ao disputar a prefeitura de Paranaíba. Em nada influenciou o fato dele ter sido prefeito de Campo Grande, senador governador e diretor do Dnit. Como sempre, muitos políticos evitam o espelho e o calendário. Até que um dia...

 


NOTA 10 - Outro nome que vem recebendo elogios da classe política e de empresários é Salim Mattar – responsável pela política de privatizações do Governo Federal. Aos 70 anos, o fundador da Localiza (maior empresa de locação de veículos da América Latina) é defensor intransigente do liberalismo e neste primeiro ano tem obtido grande sucesso. Nas entrevistas e palestras ele combate a presença do Estado em empresas ou setores que poderiam estar produzindo mais nas mãos da iniciativa privada. Para ele, o Estado representa apenas um cabide de emprego caro e inócuo.


“Eleitos para reformar o país e ficamos contra as reformas” (ex-senador Cristovam Buarque-PPS)