Ações cobram R$ 534 milhões de André Puccinelli na Justiça - Caarapó Online

Caarapó - MS, terça-feira, 25 de fevereiro de 2020


Ações cobram R$ 534 milhões de André Puccinelli na Justiça

Ações cobram R$ 534 milhões de André na Justiça, o maior valor entre 26 ex-governadores, diz jornal de SP

Publicado em: 22/01/2020 às 07h36

Edivaldo Bitencourt

Ações por corrupção e lavagem de dinheiro cobram R$ 534 milhões do ex-governador André Puccinelli (MDB), réu e investigado na Operação Lama Asfáltica. De acordo com levantamento da mídia, o montante do emedebista é o maior entre os 26 ex-governadores denunciados na Justiça.


Puccinelli supera até o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (MDB), preso na Operação Lava Jato e condenado em 12 ações criminais. Os processos contra o político carioca somam R$ 529,7 milhões, conforme o jornal paulista. Conforme o levantamento, no total, ações contra ex-governadores cobram a devolução de R$ 2 bilhões aos cofres públicos.


“Em uma década, metade dos Estados brasileiros e o Distrito Federal tiveram governadores implicados em suspeitas de crimes, relacionados aos seus mandatos e suas campanhas eleitorais. São 26 ex-mandatários atualmente investigados, denunciados ou condenados por casos de corrupção”, destaca a publicação.

“Na avaliação de juristas ouvidos pelo Estado, as investigações no plano estadual ganharam impulso com o avanço do trabalho dos órgãos de controle federais nos Estados e no DF. O caso mais recente é o do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), da Paraíba, denunciado (acusado formalmente) por participação em organização criminosa responsável por prejuízo de R$ 134 milhões aos cofres estaduais. Sua defesa diz que não há provas das acusações, e que Coutinho é inocente”, pontua.

Em MS, as ações contra Puccinelli foram protocoladas pelo procurador da República, Davi Marcucci Pracucho, responsável por todas as denúncias da Operação Lama Asfáltica. De acordo com a Polícia Federal, o emedebista é acusado de chefiar suposta organização criminosa, ao lado do ex-secretário de Obras, Edson Giroto, e do empresário João Amorim.


No entanto, das três ações penais apresentadas à Justiça, só uma continua na 3ª Vara Federal de Campo Grande. A denúncia do pagamento de R$ 24,5 milhões em propinas pela JBS em troca de incentivos fiscais foi enviada à Justiça estadual quando o ex-governador seria levado a julgamento pela primeira vez. Na 1ª Vara Criminal, o juiz ainda analisa se aceita a denúncia e o processo está parado até o Tribunal de Justiça definir o conflito de competência.

A terceira denúncia, que inclui desvios no Aquário do Pantanal, na compra de livros didáticos e na MS-040, o juiz rejeitou e determinou o desmembramento pelo MPF. Só nesta ação, a procuradoria cobrava R$ 534 milhões, valor utilizado pela reportagem da agência Estado de terça-feira (20.01).

Deflagrada em julho de 2015, a Operação Lama Asfáltica teve seis fases e mirou o ex-governador desde a primeira ação. No entanto, na primeira fase, o juiz Dalton Kita Conrado, da 5ª Vara Federal de Campo Grande, não viu indícios suficientes nem para determinar o cumprimento de mandados de busca e apreensão na casa de Puccinelli.