Marçal Filho, talvez candidato, quer saber como Délia pagará o 13º salário - Caarapó Online

Caarapó - MS, quinta-feira, 28 de maio de 2020


Marçal Filho, talvez candidato, quer saber como Délia pagará o 13º salário

Deputado estadual relembra que pagamento do ano passado precisou ser feito com recursos oriundos da cobrança de Cosip, o que foi proibido pela Justiça Federal

Publicado em: 20/11/2019 às 05h47

Nyelder Rodrigues

Um dos possíveis candidatos a prefeitura de Dourados em 2020, o deputado estadual Marçal Filho (PSDB) fez um pedido oficial para saber como a prefeitura da cidade irá pagar o 13º salário dos servidores públicos municipais neste ano. O pedido é endereçado a prefeita Délia Razuk (PTB) e ao secretário de Fazenda, Carlos Dobes.


No texto do requerimento, que já foi entregue a mesa diretoria da ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), é perguntado se já há previsão de pagamento da primeira e da segunda parcela do 13º, e se já existe em caixa o recurso necessário para cumprir o compromisso com os servidores.


“Considerando o escalonamento de pagamento do salários dos servidores públicos de Dourados, a prefeitura tem recursos para honrar com o 13º salário?”, questiona Marçal no documento, que ainda depende de aprovação do Plenário para ser emitido. A proposição está atualmente aguardando entrada na pauta de discussões.


Já na justificativa do pedido, o deputado aponta que há servidores temendo passar o final de ano sem o 13º salário, com a realização inclusive de protestos contra a possibilidade. Além disso, o salário vem sendo escalonado desde junho.


Segundo Marçal Filho, em outubro o depósito para 5.609 servidores que ganham até R$ 4.050 líquido foi feito no dia 7 de novembro, mas os servidores da Educação com salário de até R$ 3.055 foi feito com recursos do Fundeb. “Outros 1.528 servidores só receberam seus salários no dia 15 de novembro”, aponta o deputado estadual.


O fato dos salários terem sido pagos no fim do ano passado usando recursos da Cosip (Contribuição do Custeio do Serviço de Iluminação Pública) também foi relembrado por Marçal, assim como o fato de tal vinculação de receita ter sido vetada pela Justiça Federal.