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Caarapó - MS, quinta-feira, 28 de maio de 2020


PSL-MS ressalta que mandatos são do partido, não são dos deputados

Em nota, partido afirma que deputados estaduais e federais não podem seguir Jair Bolsonaro em nova sigla

Publicado em: 15/11/2019 às 05h40

Yarima Mecchi

A presidência do PSL em Mato Grosso do Sul, atualmente comandada pela senadora Soraya Thronicke, ressaltou que os mandatos dos deputados federais e estaduais são do partido. A declaração vem de encontro com as falas dos parlamentares estaduais, Capitão Contar(PSL) e Coronel David(PSL), onde ambos afirmam que vão deixar a agremiação e seguir com o presidente para o novo partido que deve ser criado.


Conforme o texto publicado, mesmo com a saída do presidente Jair Bolsonaro a sigla vai continuar com suas bandeiras. “Em tempo e de fundamental importância, o PSL/MS reforça que apenas os eleitos majoritários, ou seja, o próprio presidente possui a prerrogativa de mudar ou até mesmo ficar sem partido. Porém, em relação aos demais eleitos (deputados estaduais e federais), conforme decisão do Supremo Tribunal Federal de 2007, o mandato pertence ao partido e não aos parlamentares, sendo assim, os que se mantêm na sigla não significam que estão contra Bolsonaro. São apenas decisões balizadas juridicamente e que garantem a continuidade de um projeto de Governo iniciado junto com Bolsonaro e que no momento oportuno, inclusive, poderão decidir, legalmente, ficar ou mudar para o novo partido quando estiver oficialmente instituído”.


Capitão Contar e Coronel David reforçaram, durante sessão de ontem da Assembleia Legislativa (Alems) de ontem, que estão apenas aguardando a liberação legal para migrarem para o futuro partido que foi anunciado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. “Minha bandeira é o Bolsonaro, estou aguardando legalmente para sair. Deve ser apenas na janela partidária, em 2022”, afirmou Contar.


A situação de David é um pouco diferente, já que ele vem arrastando um desconforto com o partido, à nível estadual, por meses. O conflito começou quando a senadora Soraya Thronicke foi escolhida pelo deputado e presidente da Executiva nacional, Luciano Bivar, como presidente da Executiva estadual e ela, por sequência, colocou Contar no lugar de David para presidir a sigla à nível municipal, além de escolher o colega de plenário de David para ser o candidato a prefeito em 2020, nas eleições municipais, mesmo sabendo das intenções do parlamentar de querer concorrer novamente a Prefeitura de Campo Grande.


Na nota o partido afirma que o “diretório estadual vem se fortalecendo, se mantendo fiel às bandeiras estabelecidas e adotadas por Bolsonaro e pelo partido (...) e que assim continuará, fidelizando os valores que levarão o Brasil ao desenvolvimento.


“Por fim, o PSL/MS ressalta que difamações, ataques, desvirtuamento da legalidade ou da moralidade e/ou quaisquer outros tipos de comportamentos negativos referentes ao partido e seus filiados poderão ser vistos como infidelidade partidária, assumindo consequências legais diante de tais atos”.


Enquanto o presidente estiver sem partido, a senadora Soraya não deve seguir com ele. O deputado federal Loester Trutis (PSL/MS) disse na sua rede social que é contra a criação de novo partido. “Esse novo partido, contará com entre 20 e 30 deputados. Custo de R$ 270 milhões, O Aliança abrirá mão do fundo partidário? Do fundo eleitoral? Fiz esse questionamento e ninguém lá soube me responder”, questionou.