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Caarapó - MS, sexta-feira, 18 de outubro de 2019


Professor fala na Câmara Municipal sobre relação da UFGD com Dourados(MS)

Professor Wilson Biasotto fala na Câmara sobre relação financeira da UFGD com Dourados

Publicado em: 10/10/2019 às 08h15

Assessoria

A Câmara de Dourados(MS) recebeu na sessão ordinária de segunda-feira (07.10) o professor Wilson Valentim Biasotto, representando o a ADUF (Sindicato dos professores da Universidade Federal da Grande Dourados), que falou sobre a relação financeira entre a universidade e Dourados. Conforme os números apresentados por ele, a UFGD representa 1/4 do orçamento municipal.

Durante o uso da tribuna, Biasotto recordou as “forças vivas de Dourados” que abraçaram a criação da UFGD em 2005. “Participei dos projetos que idealizamos para criação da UFGD, foram 25 anos em que a sociedade se juntou e nós só somos fortes quando nos unimos. Em 2005 quando foi criada a UFGD, o CEUD tinha 65 professores, 80 funcionários, 12 graduações, dois mestrados e um doutorado, hoje a UFGD tem 37 graduações, 600 professores, sendo que 85% tem doutorado, 1.000 técnicos administrativos e temos 8.400 alunos”, mencionou.

Para o professor, isso representa construção de casa própria, aluguéis, movimentação no comércio, crescimento para a cidade. “O orçamento da UFGD hoje está em R$ 240 milhões e o orçamento de Dourados chega a R$ 1 bilhão, portanto nós temos 1/4 do orçamento que vem de recursos federais através da universidade. Se tivéssemos o investimento que tínhamos até 2016 teríamos 18 mil alunos. Então, peço o apoio de todos para abraçarem essa causa, convocar a sociedade, os deputados. Que movimentemos as forças políticas, sociais e econômicas de nossa cidade”, enfatizou.

Conforme o presidente da Casa de Leis, vereador Alan Guedes (DEM), a UFGD é um tema que há muito tempo é pautado pela Câmara. “Considero a UFGD um patrimônio da cidade, é fruto de uma construção coletiva que contou com o papel fundamental da mobilização social”, disse. Alan Guedes ressaltou o número expressivo de professores doutores das universidades em Dourados e o pouco uso do “capital intelectual elevado que a cidade possui e que pode certamente contribuir”.

“Precisamos que, diante de todas as Instituições de Ensino Superior que estão instaladas e por ventura irão se instalar em nosso município, o poder público possa entender o papel dos projetos de extensão e trazê-los para dentro de sua administração, porque isso vai contribuir com inovação de uma maneira muito especial, trazendo tanto capital intelectual quanto financeiro”, afirmou Alan Guedes.