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Caarapó - MS, sexta-feira, 18 de outubro de 2019


Milhões destinados à Amazônia via ONGs, são gastos em administração dos Euros

Salários e despesas administrativas consomem até 90% dos recursos vindos da Europa, que deviam ir para projetos efetivos na Amazônia

Publicado em: 31/08/2019 às 08h30

Cláudio Humberto

Auditoria em 18 contratos com ONGs, no valor de R$ 252,2 milhões, revela que grande parte desses recursos do Fundo Amazônia acabou no bolso de pessoas ligadas aos projetos, perdendo assim o objetivo da vinda dos recursos deo Exterior.


Um caso é exemplar: dos R$ 14,2 milhões entregues à ONG Imazon, R$ 12,4 milhões (87% do total) foram pagos a seus próprios integrantes. “Consultorias” etc. levaram R$ 3,7 milhões (26,5%). O caso está entregue ao Tribunal de Contas da União (TCU), que já definiu relator: o ministro Vital do Rêgo. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O objeto do projeto de R$ 14,2 milhões da Imazon sugere enrolação dos "ambientalistas": “Apoiar a adequação ambiental de imóveis rurais na Amazônia Legal”.

A ONG Imazon faturou R$ 36,6 milhões em três contratos com o Fundo Amazônia. E o BNDES liberou dinheiro sem prestação de contas da ONG.

A Imazon recebeu R$ 9,7 milhões para “contribuir” na “mobilização de atores locais”, blábláblá, torrando 85% do total em custeio e pessoal. Solicitada a explicar gastos tão significativos com seu próprio pessoal, a Imazon não respondeu ao pedido de explicações.