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Caarapó - MS, quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020


O professor e os generais (artigo pessoal)

O professor e os generais

Publicado em: 04/02/2019 às 09h03

José Maurício de Barcellos - Artigo pessoal

Existe no ar uma apatia e uma aura de descaso em relação à Revolução Democrática de 2018, que o povo sozinho fez eclodir nas ruas. Muito poucos se interessam em dizer isto e menos ainda são aqueles que têm a coragem de ficar repetindo isso para firmar. Parece-me que há um sórdido propósito de ridicularizar ou de não se reconhecer a exata dimensão daquele movimento popular, tratando-o como algo corriqueiro e desinfluente.

É isso mesmo que está acontecendo, mas não é correto. Lembrem como não foi fácil. Fazer acontecer o movimento de 2018 foi muito mais difícil e dramático que a Revolução Civil Militar de 1964 e considero que seu desenvolvimento ou que sua sustentação exigirão um esforço hercúleo, uma incomum perseverança e toda a coragem daqueles que hoje o lideram. Começo por dizer que em 1964 as coisas eram mais simples e estavam mais claras. Haviam dois lados bem definidos: um o dos comunas do meliante Leonel Brizola aliados aos corruptos e aproveitadores de João Goulart e outro o dos cidadãos de bem. Nos tempos de agora os inimigos da Pátria são tantos e estão tão camuflados, que fica difícil até identificá-los.

Outrora o tecido social não estava assim doente ou “metastesiado”, as instituições republicanas tão comprometidas ou nitidamente falidas como hoje em dia, e os três poderes da República não tinham sido completamente corrompidos como se vê agora. Falo desta maneira principalmente para os 58 milhões de patriotas que derrotaram os vermelhos, os ladrões, os corruptos e a esquerda delinquente nas últimas eleições gerais, para que fiquem atentos.

Posto que não ocorreu derramamento de sangue, nem exílio ou banimento, a corja que dominou o País nas últimas três décadas está toda aí. Quer estejam presos ou libertos aqueles pulhas vão se valer de qualquer meio escuso para flanquear e destruir o novo governo e até lá para intrigar, desmerecer ou desacreditá-lo perante a sociedade. É como está acontecendo, todavia até aqui não vi ninguém ser punido.

As quadrilhas de Sarney a Temer, os seus asseclas e suas entidades aliadas, que estão fadadas à ruína porque lhes serão retirados os cargos na máquina pública, as bolsas qualquer coisa, as contribuições e subsídios e as verbas do erário, o que, de certo, provocarão um combate de vida ou morte contra tudo e contra todos que o povo elegeu porque simplesmente, como nunca trabalharam, nada sabem fazer e nada lhes restará.

Há que se ficar esperto em relação aos acontecimentos. No legislativo federal, com a eleição para o comando das duas casas do Congresso, onde despontam como favoritos um vira casaca com cara e fama de debiloide e uma das figuras mais abjetas do cenário político nacional, todo o esforço, insuflado pelo STF, será no sentido de emparedar o governo e arrastá-lo para a velha negociata em nome de uma torpe governabilidade. A meu sentir, se o Senado eleger Renan Calheiros, tripudiando sobre a vontade do povo, é a hora de voltar pras ruas e “quebrar o pau”.

Na mais alta Corte do País, comandada por um ex lambaio do bandidaço Zé Dirceu, tudo está sendo preparado para solapar o herói nacional Sérgio Moro e destruir a Operação Lava Jato. Quem viver verá. No executivo, conquanto possa o governo atual atacar mais diretamente a escória que aparelhou o Estado, o nível de infestação da doença é tão grande que nem se implodindo tudo de uma só vez resolveria. Fico imaginando que, neste caso extremo, ainda surgiria dos escombros um petralha qualquer que correria em direção à repartição pública mais próxima para continuar sangrando-a.

Tais ações deletérias vêm de ser escondidas por de trás de uma sórdida campanha midiática, promovida diuturnamente pelo “Sistema Goebells de Comunicação”, que objetiva difamar e minar a resistência do Presidente Bolsonaro e de sua família inteira, começando por tentar disseminar a cizânia dentre os membros de seu primeiro escalão.

Assim é que, além das matérias sigilosas adquiridas de agentes públicos criminosos, com as quais bombardeiam sem cessar a família Bolsonaro, os Barões da Comunicação já encomendaram a seus cativos serviçais da imprensa profissional – que amargam um ódio doentio contra o Capitão – matérias que, sem o menor rebuço, propaguem baboseiras do tipo: a) que o governo Bolsonaro mal começou e os escândalos pré-fabricados que envolvem o primogênito do Presidente já o derrotaram colocando-o a mercê dos velhos caciques da política e a beira de um impeachment; b) que o mandato do Senador Flávio Bolsonaro foi destruído antes mesmo de começar; c) que é iminente a traição do Vice Presidente da República a seu comandante supremo; d) que a eleição do Presidente Bolsonaro só serviu para propagar o vírus da anarquia militar que se alastrará como fogo em palha seca; e) que Sérgio Moro terá que abrir mão de seus princípios para continuar ministro. Pois bem, avaliem o grau da difamação e mais, também, que ninguém faz nada.

Ainda outro dia me deparei com um incorrigível vermelhinho que, todo feliz depois de ler aquelas idiotices numa edição de domingo de um jornalão que adoeceu, disse que estava ficando fã de carteirinha do General Mourão na esperança que este um dia golpeasse o Capitão. O cretino nem tem ideia do que realmente representam para os militares os princípios de hierarquia, de lealdade, de honra, de patriotismo que guardam em relação aos companheiros d’armas e à Pátria em especial. Aqueles mequetrefes pensam que a relação existente entre Bolsonaro e seus colegas de caserna seria semelhante a que grassou entre Lula e Dilma ou entre a “Anta Guerrilheira” o “Corrupto dos Porões do Jaburu”.

Não se pode confiar nem um pouco naquele tipo de gente. Deve a equipe de Bolsonaro e em especial os militares tratarem, com rigor, estes políticos velhacos e a imprensa vermelha, calhorda e vendida. A meu sentir estão oferecendo demais as costas para essa corja de patifes. Logo-logo vão acabar esfaqueados. É o que me parece e não estou só. Pelos mesmos motivos o mestre Olavo de Carvalho, do alto da sua autoridade que a Nação Verde e Amarela reconhece, num vídeo cujo link para acesso é:  https://www.youtube.com/watch?v=c0OhfJuA-SM, dá uma baita descompostura no General Augusto Heleno e no Vice Hamilton Mourão que estão mostrando demais os dentes para essa trupe que sustentou, por três décadas, os desmando das quadrilhas apeadas do poder. Vale a pena assistir. É uma verdadeira aula de política daquele que, sem dúvida, foi o ícone da Revolução Democrática de 2018.

Estou ficando cansado de alertar para a conduta daqueles maus brasileiros e para o perigo que trazem para o País toda essa gente que se encontra desesperada para botar as mãos novamente nos cofres públicos. A meu sentir acho que algo muito firme e contundente ou uma ação de governo muito intensa tem que ser posta em prática para neutralizar tudo isso e impedir que se continue correndo frouxas essas campanhas difamatórias dos jornalões e de algumas emissoras de rádio e televisão. Temos a disposição as Redes Sociais, como um meio indomável. Já erramos em 1964 quando os militares se deixaram envolver pelos políticos canalhas e deu no que deu. O momento é muito sério. Assim fica mais difícil trabalhar para reerguer o Brasil.

O presidente da República tem que dar um basta nisso e seu primeiro escalão deve se posicionar contra a bandidagem que, livre e solta, fala e trama da maneira que quer e bem entende contra o País. Em nosso ordenamento há leis que criminalizam e punem essas campanhas espúrias e a compra de informações sigilosas vendidas por bandidos do Judiciário, além do que hoje temos por parte deste governo a legalidade, a oportunidade para agir com competência e a força que garante a ordem necessária para mudar o Brasil. Não há justificativa alguma para transigir com o mau ou para capitular. O Bolsonaro que elegemos é aquele que prometeu publicamente varrer do mapa a “petralhada”. Força Capitão!

No que tange ao povo de um modo geral, penso que não devemos perder uma oportunidade sequer para desmoralizar todas essas ações nefastas da extrema imprensa, através da Rede Mundial de Computadores. Todo dia é dia de combater. Destarte, fico reconfortado quando recebo e posso virilizar, por exemplo, um vídeo produzido por um transeunte anônimo, que filma cidadãos indignados colocando para correr os serviçais da Globo que tentam tirar vantagens de um evento público para atacar o novo governo, aos gritos de “O povo não é bobo. Abaixo a Rede globo”.