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Caarapó - MS, segunda-feira, 8 de março de 2021


Empresário de MS alvo da Lava Jato recebe milhões de Haddad

Empresário de MS alvo da Lava Jato recebe milhões da campanha petista de Fernando Haddad

Publicado em: 02/10/2018 às 07h19

TopMiídia News

O empresário sul-mato-grossense Giovani Favieri, réu na operação Lava Jato, é um dos maiores beneficiados da campanha à presidência do Partido dos Trabalhadores. A equipe de Fernando Haddad gastou R$ 2,1 milhões com o trabalho do envolvido em corrupção.

Favieri foi denunciado na Lava Jato por supostamente ‘lavar’ dinheiro do PT em Campinas, na chamada ‘República do Pantanal’.

Agora, conforme denúncia do jornal O Estadão, mesmo réu Lava Jato, Favieri recebeu dois milhões e cem mil reais da campanha de Haddad. Os dados são oficiais e constam no Tribunal Superior Eleitoral.  Sócio na empresa Rental, Giovani Favieri recebeu o valor milionário por locação de equipamentos de gravação.

Segundo a acusação contra Favieri, José Carlos Bumlai, que é amigo do ex-presidente Lula, contraiu R$ 12 milhões junto à instituição financeira cujo grupo controlador tinha contratos com a Petrobrás. O valor teria sido abatido de forma fraudulenta. Em depoimento, Bumlai e delatores do grupo Schahin admitiram o suposto crime. O pecuarista foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro 9 anos e 10 meses de prisão na Lava Jato por gestão fraudulenta de instituição financeira e corrupção.

Favieri também é conhecido poer ter sido investigado por supostos desvio de verbas públicas ao atuar nas candidaturas de dos governos de Pedro Pedrossian, Wilson Barbosa Martins e Zeca do PT em Mato Grosso do Sul.

OUTRO LADO


Ao Estadão, Giovane Favieri explicou que presta serviços à campanha de Fernando Haddad (PT) na área de locação de equipamentos de filmagem, computadores e ilhas de edição. 


Ele ressalta que a força-tarefa da Operação Lava Jato nunca questionou a prestação de serviços. “O que somos acusados é que teríamos recebido um dinheiro que veio do Bertin”.


“Não tínhamos como identificar de onde vinha o dinheiro. Naquele tempo, caiu na conta da empresa, tudo certo, houve prestação de contas. não aparecia depositado por fulano, como aparece hoje”, lembra. Ele afirma ter pedido ‘absolvição sumária’ no processo. “Somos apenas prestadores de serviços”.