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Caarapó - MS, quinta-feira, 20 de setembro de 2018


Servidores Públicos serão investigados pela Receita Federal

PARLAMENTARES, JUÍZES, PROCURADORES E AUDITORES ESTÃO NA MIRA DAS INVESTIGAÇÕES

Publicado em: 13/05/2018 às 07h58

Claudio Humberto

Cerca de 800 agentes públicos do Legislativo, Executivo e Judiciário suspeitos de terem cometido fraudes são alvos de um grupo de auditores fiscais, montado pela Receita Federal.

Até o fim deste mês de maio, a expectativa é de que 50 nomes – entre parlamentares, juízes, chefes de governo, procuradores e até os próprios auditores – sejam apontados para novas operações contra acréscimo patrimonial relacionado a crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e ocultação de bens.

Por ter acesso a informações sobre movimentações bancárias, vendas de imóveis, contratações de autônomos, contratos de câmbios, entre outros, a Receita vai monitorar a evolução patrimonial de agentes e de todos os que mantêm alguma relação com essas pessoas alvos de investigação. Normalmente, as investigações apontam que as fraudes tributárias estão associadas a esquemas com a utilização de laranjas com a finalidade de ocultar o patrimônio e lavar dinheiro público desviado.

O objetivo da criação do grupo é que a Receita Federal do Brasil não trabalhe apenas por demanda, mas tenha suas próprias linhas de investigação. Ao encontrar indícios de crimes fora da área tributária, os casos serão encaminhados ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF).

A Receita já instaurou mais de três mil procedimentos que geraram R$ 14,7 bilhões em atuações em impostos, multas e juros não pagos nos âmbitos das operações Lava Jato, Ararath e Zelotes. Só contra os ex-diretores da Petrobras envolvidos em esquemas de corrupção, o valor cobrado pela Receita foi de R$ 231 milhões. Em atuações conjuntas com o MPF e a PF, a Receita lavrou R$ 250 milhões em autuações contra políticos: R$ 60 milhões contra parlamentares de foro privilegiado e R$ 190 milhões tem relação com outros dirigentes partidários alvos de investigação.

As empreiteiras acusados de cartel e fraude em licitações lideram o ranking de alvos da Receita. Em seguida, estão operadores de propina e os doleiros.