Temer discursa no Brics, defende reformas e fala em 'aprimorar' ambiente de negócios - Caarapó Online



Temer discursa no Brics, defende reformas e fala em 'aprimorar' ambiente de negócios

Em viagem à China, presidente fez pronunciamento na abertura de fórum do grupo. Segundo a TV Globo, ele antecipará retorno em razão da expectativa de a PGR oferecer nova denúncia.

Publicado em: 03/09/2017 às 08h33

g1

O presidente Michel Temer participou neste domingo (2), na China, da cerimônia de abertura do Fórum Empresarial do Brics. No discurso, ele defendeu as reformas propostas pelo governo ao Congresso e falou em "aprimorar" o ambiente de negócios no Brasil.

Temer desembarcou em Xiamen por volta das 3h (hora de Brasília) e seguiu para a uma das reuniões do grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Antes de chegar à cidade, o presidente teve compromissos nos últimos dias em Pequim, onde fez visita de Estado, a mais alta na diplomacia.

A empresários do Brics, o presidente defendeu as reformas da Previdência Social (em análise na Câmara); trabalhista (já aprovada pelo Congresso e sancionada); e a emenda constitucional que estabeleceu um limite para o crescimento dos gastos públicos (promulgada no fim do ano passado).

"Quero enfatizar é que o Brasil está aberto aos grandes investimentos, até porque hoje ele atravessa período de grande modernização econômica. Nós temos criado as condições para o crescimento sustentado de longo prazo, crescimento que gera empregos e renda para nossa população", disse o presidente no discurso.

"O trabalho que nosso governo tem levado adiante, sempre em diálogo com a sociedade, tem duas vertentes maiores: pôr em ordem as contas públicas e aprimorar o ambiente de negócios. A verdade é que, no mundo de hoje, não há espaço para improvisação", acrescentou.

Temer aproveitou o discurso para divulgar aos empresários o plano de concessões e privatizações do governo anunciado no último dia 23 de agosto. O pacote prevê 57 ativos que serão disponibilizados para a iniciativa privada.

"Nós temos, agora, marcos regulatórios mais racionais e previsíveis, e nós dizemos isso porque isso gera segurança jurídica, que é o que mais interessa aqueles que vão contratar aplicando seus recursos no nosso país", disse o presidente.

 

Reformas

Ao falar sobre as reformas, Temer disse que as mudanças nas regras para aposentadoria são necessárias porque a Previdência Social "ficou defasada e hoje gera um déficit bastante significativo". Pelas estimativas do governo, as contas do INSS deverão registrar no ano que vem um rombo superior a R$ 200 bilhões.

"O atual sistema previdenciário, que é antigo, é reflexo de uma realidade demográfica já superada. Ajustá-lo é essencial não apenas para salvar a própria Previdência, mas também para o esforço mais amplo de equilíbrio fiscal", disse o presidente.

Sobre a reforma trabalhista, Temer afirmou aos empresários do Brics que a "flexibilização" das normas irá assegurar todos os direitos aos trabalhadores. Na avaliação do presidente, as mudanças propostas pelo governo e aprovadas pelo Congresso fizeram o número de empregos crescer "substancialmente" desde então.

Os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados no mês passado, mostram que o Brasil gerou 35,9 mil vagas formais de trabalho em julho, 4º mês seguido de crescimento.

Temer ainda defendeu a chamada PEC do teto, emenda constitucional que estabeleceu um limite para o crescimento dos gastos da União (Executivo, Legislativo e Judiciário).

Retorno antecipado

Pelo roteiro inicial da viagem, Temer retornaria ao Brasil na próxima terça (5), por volta das 13h (hora local na China), mas a TV Globo informou que o presidente decidiu antecipar a viagem para esta segunda (4), por volta das 21h (também no horário local da China).

A antecipação do retorno acontece em meio à expectativa no mundo político de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentar uma nova denúncia contra o presidente nos próximos dias.

Em entrevista à TV Bandeirantes, exibida neste sábado (2), Temer disse não estar preocupado com uma possível nova denúncia de Janot contra ele.