Arrecadação soma R$ 149 bilhões, alta real de 12,9% e bate recorde para setembro - Caarapó Online

CAARAPÓ - MS, sábado, 4 de dezembro de 2021


Arrecadação soma R$ 149 bilhões, alta real de 12,9% e bate recorde para setembro

Melhora na atividade econômica ajudou a impulsionar resultado do mês, diz secretário da Receita Federal. No acumulado desde janeiro de 2021, soma atinge R$ 1,348 trilhão.

Publicado em: 26/10/2021 às 16h49

Alexandre Martello

A Receita Federal informou na terça-feira (26.10) que a arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais atingiu R$ 149,102 bilhões em setembro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação foi de R$ 132,103 bilhões (valor já corrigido pela inflação), houve aumento real de 12,87%.

De acordo com o Fisco, o resultado também é recorde para meses de setembro. A série histórica do órgão, atualizada pela inflação, tem início em 1995. Com isso, o resultado representa a maior arrecadação para o mês em 27 anos.

A Receita Federal informou que a melhora da arrecadação ainda não refletiu, em setembro, o aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), com validade do dia 20 daquele mês em diante. Segundo o órgão, a arrecadação do IOF mais alto começou a ingressar somente no início de outubro, pois os repasse feito pelos bancos ao Fisco acontece a cada dez dias.

Sobre o nível de atividade, o órgão apontou, por exemplo, que no mês passado a produção industrial recuou 0,54%. Porém, acrescentou que as vendas do setor de serviço avançaram 16,7% e que o volume das notas fiscais eletrônicas subiu 12,55%.

"O resultado da arrecadação em setembro, e no acumulado do ano, reforçam as evidências sobre a recuperação da economia, que vem se refletindo na arrecadação tributária em todos os meses desde agosto de 2020. O desempenho vem sendo positivo há mais de um ano, reflexo da recuperação da economia", declarou o secretário da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto.

Já os recolhimentos atípicos, segundo o Fisco, somaram aproximadamente R$ 2 bilhões (IRPJ e CSLL), contra R$ 2,5 bilhões no mesmo mês de 2020. As compensações de tributos, por sua vez, totalizaram R$ 14,468 bilhões em setembro deste ano, contra R$ 13,369 bilhões no mesmo período de 2020.

Os números da Receita Federal mostram que a arrecadação voltou a se acelerar no mês passado, após registrar um alta menor em agosto (sempre na comparação com o mesmo mês do ano anterior). Entretanto, segue bem abaixo da variação registrada entre março e julho deste ano.


Parcial do ano

No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 1,348 trilhão.

Em valores corrigidos pela inflação, totalizou R$ 1,395 trilhão (novo recorde), o que representa alta real de 22,30% na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 1,141 trilhão). Os números da Receita Federal mostram que essa foi a maior arrecadação, para o período de janeiro a setembro de um ano, desde o início da série histórica, em 1995.

Segundo a Receita, a alta da arrecadação neste ano pode ser explicada pela melhora no nível de atividade, com a previsão do mercado de que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça próximo de 5% em 2021, contra um tombo de 4,1% em 2020.

Além disso, "fatores não recorrentes", como recolhimentos extraordinários, também ajudaram a melhorar a arrecadação. Na parcial de 2021, os valores atípicos somaram 31 bilhões do IRPJ/CSLL na parcial deste ano (contra R$ 5,3 bilhões no mesmo período do ano anterior).

O aumento da arrecadação também aconteceu apesar das compensações feitas pelas empresas em seu pagamento de tributos terem avançado 28% nos nove primeiros meses deste ano, para R$ 152,987 bilhões, contra R$ 119,475 bilhões no mesmo período do ano passado.