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CAARAPÓ - MS, quinta-feira, 9 de dezembro de 2021


Após furar teto de gastos, Paulo Guedes diz que BC tem de ficar de olho na inflação

Após furar teto de gastos, Guedes diz que BC tem de ficar de olho na inflação

Publicado em: 23/10/2021 às 08h46

Agência Brasil

Em meio à escalada dos preços do País, com impacto no bolso dos brasileiros, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na sexta-feira (22.10), que o Banco Central precisa ficar de olho na inflação - e na frente da curva. "Obrigação do BC é não ficar atrás da curva, tem de correr", declarou o ministro, em coletiva de imprensa. "O fiscal piorou um pouco? Tem de correr um pouco atrás com juro, também", acrescentou o ministro.

De acordo com o ministro, quem precisa ser observado em situação de aumento generalizado dos preços é o Banco Central. "Toda vez que tiver aumento localizado, comida, material de construção, é temporário. Agora, está ficando generalizado, está subindo tudo? Todo mundo tem de olhar para o BC", declarou, ressaltando, em seguida, que sua obrigação é "dar cobertura" para a autoridade monetária.

Com o mesmo discurso do presidente Jair Bolsonaro, Guedes destacou que a inflação é um processo mundial e defendeu sua atuação à frente da política fiscal, mesmo após o governo fechar acordo para alterar o teto de gastos e viabilizar um Auxílio Brasil de R$ 400. "Quando eu saí para ir aos Estados Unidos, o fiscal estava super arrumado", avaliou. O ministro esteve em solo americano na semana de 11 de outubro para participar de reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Após dias de tensão no mercado financeiro com a decisão do governo em alterar o teto de gastos e oferecer ajuda a caminhoneiros, além da repercussão negativa da debandada na Economia, Guedes ainda afirmou hoje que a política "testa os limites da economia" e provoca reações no mercado. "Mostram que o caminho não é certo e todo mundo corrige um pouco", declarou o ministro.

Fura-teto


O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira, 22, que detesta furar o teto de gastos. A fala vem apesar de o governo ter decidido alterar a regra considerada âncora fiscal do País para viabilizar o pagamento de R$ 400 no Auxílio Brasil até dezembro de 2022, ano em que o presidente Jair Bolsonaro pretende buscar a reeleição.

"Não é confortável flexibilizar teto, mas estamos falando de milhões de brasileiros", declarou o ministro, justificando o peso da crise econômica sobre a população para tomar a medida. Ele reconheceu que o teto era um "símbolo", mas disse que o País está "muito longe de ameaçar qualquer sustentabilidade fiscal".

"Não é licença para gastar, não vai acontecer nada disso", acrescentou Guedes, apesar de, na quarta-feira, ter citado justamente a expressão "licença para gastar" como forma de ajudar os mais necessitados neste momento de crise. "Se falarem que começou a gastança, não é esse meu acordo com o presidente", garantiu, em meio à desconfiança no mercado sobre a trajetória da questão fiscal brasileira após o acordo para mudar o teto.