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CAARAPÓ - MS, quinta-feira, 28 de outubro de 2021


Dia de celebrar Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil

Nesta terça-feira (12.10), centenas de fiéis católicos celebram Nossa Senhora Aparecida. A padroeira do Brasil e de Brasília também é conhecida por interceder pelos necessitados e pelos jovens. Em meio à pandemia, as solenidades são feitas nas paróquias

Publicado em: 12/10/2021 às 07h34

Agência Brasil

Foi quando os pescadores João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia jogaram suas redes no Rio Paraíba do Sul (SP) que a fé do povo brasileiro se transformou. Em 12 de outubro de 1717, os três homens encontraram uma imagem de terracota, com 36 centímetros de altura e 2,5 quilos. Nasceu, ali, a devoção à santa nomeada Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a padroeira do Brasil. Nesta terça-feira (12.10), ela é celebrada por centenas de fiéis católicos e devotos, que recorrem à sua proteção e ao amparo no dia a dia.

O padre administrador da Paróquia Nossa Senhora da Esperança, em Vicente Pires (Brasília-DF), Wilker Ferreira Lima, explica o significado da santa na crença católica. “Essa devoção é muito importante para lembrar que desde os primórdios, desde o início da capital federal, nós estávamos sendo cobertos com esse manto sagrado.

Falar em Nossa Senhora Aparecida é acreditar que ela mostra uma fidelidade em Jesus Cristo e, por isso, ela é o nosso modelo de fé, de virtudes que somos convidados em viver, seja a simplicidade, na maternidade que exercia com Jesus, na resposta, na disposição”, diz.

O sacerdote destaca que Nossa Senhora Aparecida foi declarada como a padroeira de Brasília e do Brasil, por isso, tamanha a importância para os padroeiros. “Tê-la como padroeira é, realmente, saber que nosso país ou capital tem uma mãe, tem aquela que zela por nós. Nossa Senhora é intercessora, não há nada que o filho peça que ela não leve a Jesus Cristo e que não seja atendido. Ter Nossa Senhora como padroeira é perceber que somos cuidados por uma mãe tão compreensível que nos ama”, afirma.

Devido à pandemia do novo coronavírus, o padre chama os fiéis para louvar a santa, mas observando as medidas sanitárias. “Somos convidados a participar da celebração. Neste momento, não será possível vivermos a celebração na Esplanada dos Ministérios, porque devemos cuidar da nossa saúde, mas ela nos convida a celebrar este dia em nossas comunidades e paróquias”, ressalta.

“Devemos, ainda, fazer as orações dela, fazer com que o santo terço possa ser praticado com mais devoção, colocando a sua casa como intenção. E, também, viver a consagração da família à Nossa Senhora. É a hora que podemos deixar que essa devoção chegue até nos. É lembrar que Nossa Senhora nos leva até seu filho, Jesus Cristo”, completa.

Sempre junta

Para muitos, é a fé em Nossa Senhora Aparecida que ajuda a superar momentos de dificuldades. A administradora Viviane De Paula Araújo, 41 anos, conta que cultiva essa devoção desde o berço. “Eu fui consagrada, ainda no ventre da minha mãe, à Nossa Senhora. Isso acontece quando você pede a proteção da santa para que acolha o seu filho como dela”, explica. Desde então, a administradora recorre à santa no dia a dia. “É o manto dela que me consola. Quando eu tenho algum problema, ela me ajuda. É uma experiência que só entende quem abre o coração a essa devoção e aceita receber esse carinho de mãe”, reitera.

Viviane perdeu o pai para a covid-19, e foi a fé que a ajudou a superar o luto. “Hoje, tenho a certeza de que meu pai está no colo de Nossa Senhora. É claro que eu fiquei triste, passei por momentos de trauma, vivi o meu luto. Mas encontrei apoio nela, porque quem é verdadeiro devoto não se perde, não tem medo. Tudo o que temos, aqui, é passageiro, mas, se eu acredito nesse paraíso, no que Deus criou, sei que ela vai me auxiliar, me orientar e me ajudar a entender que a vida é eterna”, diz.

Por isso, a administradora reitera a importância de crer, principalmente em tempos da pandemia da covid-19, quando tantos perderam entes queridos para a doença. “É vital acreditar em Jesus e amar Nossa Senhora, porque nós estamos em uma vida passageira. Se eu não acreditasse nesse amor de mãe, estaria em desespero. Chorei demais, me senti um pouco deprimida, vivi meu luto, porque era tempo de chorar, mas a vida continua, e ela me ajuda a continuar dia a dia, por meio das graças que derrama na minha vida”, diz.

Devoção em família

Canal de graça na vida da arquiteta Maria Amália Afonso, 50, a Cidinha — como foi carinhosamente apelidada por fiéis — fez-se presente na caminhada de fé de sua família. Mãe de André, 24; Mariana, 14; e Rafael, 11, Maria conta que a devoção foi passada de geração em geração na família. “Minha mãe era muito devota, eu fui criada em meio a isso, e essa devoção só cresce, principalmente quando temos a própria família”, afirma. “Eu acho que a gente herda espiritualmente essa devoção. Em várias situações, eu vejo a mão de Nossa Senhora Aparecida, inclusive, encaminhando a minha família até a Catedral Metropolitana de Brasília, que é dedicada a ela”, avalia.