Operações do Pix à noite terão limite de R$ 1 mil reais, já está valendo - Caarapó Online

CAARAPÓ - MS, quinta-feira, 9 de dezembro de 2021


Operações do Pix à noite terão limite de R$ 1 mil reais, já está valendo

Medida vale entre as 20h e as 6h e tem o objetivo de coibir os casos de fraudes, sequestros e roubos noturnos.

Publicado em: 05/10/2021 às 06h39

Agência Brasil

Desde segunda-feira (05.10), as transferências e pagamentos feitos por pessoas físicas entre as 20h e as 6h terão limite de R$ 1 mil. A medida foi aprovada pelo Banco Central (Bacen) em setembro, com o objetivo de coibir os casos de fraudes, sequestros e roubos noturnos.

As contas de pessoas jurídicas não foram afetadas pelas novas regras. A restrição vale tanto para transações por Pix, sistema de pagamento instantâneo, quanto para outros meios de pagamento, como transferências intrabancárias, via Transferência Eletrônica Disponível (TED) e Documento de Ordem de Crédito (DOC), pagamentos de boletos e compras com cartões de débitos.

O cliente poderá alterar os limites das transações por meio dos canais de atendimento eletrônico das instituições financeiras. No entanto, os aumentos serão efetivados de 24 horas a 48 horas após o pedido, em vez de ser concedidos instantaneamente, como era feito por alguns bancos.

As instituições financeiras também devem oferecer aos clientes a possibilidade de definir limites distintos de movimentação no Pix durante o dia e a noite, permitindo limites mais baixos no período noturno. Ainda será permitido o cadastramento prévio de contas que poderão receber Pix acima dos limites estabelecidos, mantendo os limites baixos para as demais transações.

Na semana passada, o BC estabeleceu medidas adicionais de segurança para o sistema instantâneo de pagamentos, que entrarão em vigor em 16 de novembro. Uma delas é o bloqueio do recebimento de transferências via Pix a pessoas físicas por até 72 horas, caso haja suspeita de que a conta beneficiada seja usada para fraudes.

Primeiro é o “golpe da clonagem do WhatsApp”

Uma mensagem é enviada pelos criminosos, fingindo ser de empresas em que as vítimas já possuem cadastros. Em seguida, é solicitado o código de segurança, já enviado por SMS pelo aplicativo, alegando ser uma manutenção, atualização ou confirmação de registro.

Com esse código em mãos, os criminosos conseguem acessar a conta do WhatsApp em outro aparelho celular. Assim a clonagem acontece. Depois disso, os bandidos conseguem enviar mensagens para os contatos da conta, se passando pela vítima e pedindo dinheiro emprestado.

Nesse caso, essencialmente, o pedido é que a transferência seja feita via PIX, porque o dinheiro é creditado instantaneamente, sem dar tempo de que a vítima ou a pessoa que depositou o dinheiro percebam o golpe.

De acordo com a Febraban, uma medida simples para evitar esse tipo de golpe é a ativação no WhatsApp da ferramenta de “verificação em duas etapas”. Esse sistema pede que o usuário cadastre uma senha, que será solicitada, de tempos em tempos, pelo aplicativo.

É importante ressaltar que essa senha não deve ser compartilhada ou enviada para outras pessoas. Para acessar essa ferramenta, siga este caminho no aplicativo: Configurações/Ajustes > Conta > Verificação em duas etapas.

Segundo golpe chama-se “golpe de engenharia social com WhatsApp”.

Neste, o golpista escolhe uma vítima, coleta alguns dados na internet e em redes sociais, utiliza a foto do indivíduo, descobre alguns contatos da pessoa e cria uma nova conta de WhatsApp para a pessoa, com um outro número de celular.

O próximo passo é contatar alguns dos parentes ou amigos da vítima, se passando por ela e dizendo que teve problemas com o número original. Então, os criminosos pedem a transferência via PIX, alegando alguma emergência. A preferência do PIX é pela mesma razão que no golpe anterior.

Esse esquema de golpe não envolve a clonagem do WhatsApp, mas utiliza a plataforma como meio de concretizar o roubo. A Febraban alerta que “é preciso ter muito cuidado com a exposição de dados em redes sociais, como, por exemplo, em sorteios e promoções que pedem o número de telefone do usuário”.

O presidente da Comissão Nacional de Cibercrimes, da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abacrim), Luiz Augusto D’Urso, afirma que a melhor maneira de se prevenir contra esses golpes é usar as ferramentas de segurança que o próprio aplicativo oferece, como a autenticação e verificação em duas etapas, além de sempre desconfiar desse tipo de mensagem recebida.

“Evitar fazer transferências PIX, pagamentos de empréstimos para conhecidos através de aplicativos de conversa e vendas na internet, em que a negociação se dá apenas pelas redes sociais” é outro conselho do especialista.

Ainda falando sobre cuidados que as pessoas devem tomar, Luiz Augusto D’Urso afirma que a checagem é importante nesses casos. “Ligar para a pessoa que, de fato, está pedindo dinheiro emprestado, para conferir se procede, se for uma compra e venda, tentar encontrar o vendedor e conhecer, presencialmente, o produto” diz o advogado.