Empresa cancela voos por falta de pilotos, enquanto outra culpa os militares - Caarapó Online

CAARAPÓ - MS, sábado, 27 de novembro de 2021


Empresa cancela voos por falta de pilotos, enquanto outra culpa os militares

Com a volta forte da demanda por voos num cenário de fim da epidemia do coronavírus nos EUA, a American Airlines começou a cancelar voos por falta de pilotos, enquanto a sua rival United culpa os militares.

Publicado em: 22/06/2021 às 08h19

Carlos Martins

A American Airlines não é a primeira aérea americana a sofrer com a alta demanda repentina de voos. Em abril foi a Delta que sofreu no Feriado de Páscoa com vários cancelamentos. O afastamento e demissão em massa de vários pilotos se mostrou um pouco precipitado e as empresas americanas, que já tinham certa falta de pilotos antes do Coronavírus, viram a situação piorar agora.

“As primeiras semanas de junho viram um ‘mau tempo’ nos nossos principais hubs, impactando nossas operações e causando atrasos, voos cancelados e perturbações para as programações de nossos tripulantes,. Isso levou também a atrasos nos planos de nosso clientes. Isto, somado à falta de mão-de-obra e uma demanda crescente, fez com que ajustássemos a nossa malha ainda mais em julho”, afirma Shannon Gilson, porta-voz da American à empresa de notícias CNN.

A expectativa é que a empresa cancele em torno de 50 a 80 voos por dia nas próximas semanas, até que todos os pilotos de licença voltem, regularizem seu certificado médico e habilitações, e também saiam do tempo proibido de voo após a vacinação contra o Coronavírus.

Esta mudança também preocupa uma outra concorrente: a United Airlines. No último domingo o CEO da companhia, Scott Kirby, disse à HBO que o mercado enfrentará em breve uma falta de pilotos. Segundo ele, parte da “culpa” por isso está no fato de que menos pilotos militares estão entrando no mercado de aviação comercial ultimamente.

Nos EUA, com cerca de 40 anos, muitos deixam a Força Aérea, os Fuzileiros Navais e a Marinha para irem para a vida civil e, nela, costumavam continuar voando para empresas aéreas. Segundo Kirby, isso não está acontecendo agora.

Esta “não-saída” da vida militar teria sido gerada pela instabilidade do mercado civil, somada ao atraso na formação de novos cadetes e também à redução de pilotos da reserva, que são pilotos civis em formação na faculdade que optam por uma vida dupla militar.