Intervenção na UFGD completa dois anos e deputados cobram governo federal - Caarapó Online

Caarapó - MS, segunda-feira, 19 de abril de 2021


Intervenção na UFGD completa dois anos e deputados cobram governo federal

O professor Etienne Biasotto foi aprovado na CONSULTA para ser reitor, mas não pode assumir o cargo após indicação do Ministério da Educação

Publicado em: 07/04/2021 às 06h21

Flávio Veras

Completou, no último dia 12 de março, a intervenção do governo federal na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Na época, o professor Etienne Biasotto foi o mais votado na CONSULTA À COMUNIDADE ACADÊMICA para ser reitor da instituição, porém não assumiu o cargo, sendo indicada a professora Dra. Mirlene Ferreira Macedo Damázio nomeada em seu lugar.

Recentemente, a história ganhou mais um capítulo. A então interventora da instituição foi substituída por outro docente o professor da Faculdade de Ciência e Tecnologia (FACET) o professor Dr. Lino Sanabria, sem que houvesse consulta ou eleição na comunidade.

Fato, gerou indignação entre os deputados estaduais e foi relatado a sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS) de terça-feira (06.04). Os parlamentares cobraram o governo federal por uma solução, que obedeça a autonomia da universidade.

“A UFGD, tão importante para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e do Brasil, há dois anos sofreu intervenção. Agora, surpreendentemente, a intervenção sofreu intervenção. Algo inusitado e lamentável. O maior ataque à autonomia universitária e um total desrespeito ao processo eleitoral”, disse o deputado Barbosinha (DEM), ex-professor da UFGD.

O parlamentar explicou ainda que, por meio do voto, na consulta à comunidade, que os estudantes, técnicos e professores e professoras legitimaram a escolha do professor Etienne para exercer a função de reitor.

Ele ficou em primeiro lugar na lista tríplice que foi enviada ao Ministério da Educação, com o nome do professor Etienne e de mais dois professores que não participaram do processo de consulta à comunidade, desobedecendo à legislação. Os nomes enviados deveriam ser dos três professores que participaram do processo de consulta. A presidência da República então entendeu ser melhor colocar uma outra pessoa que não fosse da lista enviada.

“Faço uma rogativa à bancada federal e ao presidente da República que respeite a autonomia universitária e coloque na reitoria aquele que foi legitimamente eleito”, afirmou.

Os deputados Professor Rinaldo (PSDB) e Lidio Lopes (PATRI) lamentaram a situação da UFGD e também cobraram providências por parte da União.