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Caarapó - MS, domingo, 18 de abril de 2021


Agronegócio: Análise de mercado desta semana

Naur Barbosa Jr. analisa os mercados do boi gordo, da soja e do milho

Publicado em: 05/04/2021 às 06h28

Naur Barbosa Jr

A semana mais curta segurou o movimento de alta da carne bovina, acomodando as escalas, porém a indústria deve abrir compras mais aquecidas nesta semana para recompor níveis de abate diários. Na Bolsa de Valores (B3) março encerrou com cotação recorde para o mês: R$ 314,95.

O mercado segue com preços firmes que devem continuar sem grandes alterações a médio prazo, enquanto ainda existe a oferta de bois da safra, até meados de maio.

A incógnita é como vai reagir o mercado a partir de junho, com previsão de pouca chuva em abril, pode haver inicialmente uma maior oferta do boi de pasto, mas como acredita-se que os estoques sejam baixos, haverá pouco recuo de preços, afinal a exportação continua se recuperando e elevando volumes.

Na entressafra, com os altos custos de confinamento determinados pelo elevado valor do milho e também da soja, a previsão é de menor quantidade de confinamentos, o que pode refletir em uma valorização forte até novembro.

Na Bolsa de Chicago tanto milho quanto soja atingiram o limite de valorização na quarta-feira, acionando o mecanismo de paralisação de negócios. Reflexo do relatório da USDA que previu um aumento muito aquém do esperado no plantio norte americano. O reflexo no mercado brasileiro foi imediato, embora menos impactante.

Análise de mercado na semana

Gado Gordo

A arroba do boi encerrou a semana com o Indicador ESALQ/BM&F/BOVESPA a R$ 316,10 (U$ 55,35), com alta de +0,52% em reais e com a desvalorização do dólar na semana, somou alta de +1,78% em dólares.

Em Campo Grande-MS a arroba do boi fechou na quinta-feira a R$ 296,00 (U$ 51,83), subindo na semana +0,34% em R$ e +0,85% em U$. A arroba da vaca fechou a R$ 278,00 (U$ 48,68), estável em reais e alta de + 0,52% em dólares. O deságio em relação ao boi aumentou e na quinta-feira fechou em -6,08%. A arroba da novilha recebeu até R$ 286,00 (U$ 50,08) subindo na semana +0,35%.

Reposição de gado

Nos resultados dos leilões divulgados pelo Whats Agro nas praças de MS o kg vivo do bezerro subiu e foi negociado por volta de R$ 16,50 (U$2,89). A bezerra, estável, foi comercializada em torno de R$ 14,00 (U$ 2,45) o Kg vivo.

A reposição caiu para machos e se manteve estável para fêmeas. Na quinta-feira um boi gordo (18@) comprava 1,61 bezerros e uma vaca gorda(13@) em média, comprava 1,43 bezerras.

Soja

O Indicador CEPEA para a soja subiu +1,05% na semana e fechou a R$173,86 (U$ 30,44) alta em U$ de +1,60%. Nas 6 praças acompanhadas pelo Agro no MS, alcançou valor máximo de R$ 157,00 (U$ 27,49) na quarta-feira, subindo +1,94% na semana. A menor cotação entre as praças foi de R$ 153,00 (U$ 26,13) subindo +2% em reais.

Milho

O Indicador ESALQ/BM&F/BOVESPA para o milho fechou na sexta-feira a R$ 93,90 (U$ 16,44), subindo na semana +0,43% em R$ e +1,04% em U$. Nas 6 praças acompanhadas pelo Whats Agro em MS, o grão foi comercializado a R$ 82,00 (U$ 14,36) na máxima, alta em reais de +2,50% e de +3,0% em dólares.

Na mínima cotação alcançada para a saca de 60 kg fechou a R$ 80,00 (U$ 14,01), subindo +2,56% em R$ e +3,16% em U$.