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Caarapó - MS, domingo, 18 de abril de 2021


Servidores da Fundação de Saúde ameaçam paralisar atividades em Dourados (MS)

Servidores da Fundação de Saúde ameaçam paralisar atividades em Dourados, em Mato Grosso do Sul

Publicado em: 25/03/2021 às 06h49

Clóvis Oliveira

Os trabalhadores da Funsaud, a Fundação de Serviços de Saúde, envolvida em séria crise financeira que já provocou, inclusive, a queda do presidente Milton Pedreira e enfrenta agora demanda judicial para tentar ‘legalizar’ processo seletivo realizado às pressas para não ter que fechar o atendimento do setor de UTI no Hospital da Vida, não descartam um movimento paredista para fazer valer o documento contendo 20 reivindicações, protocolado na quarta-feira (17.03) na Prefeitura.

Após realizarem um ato de reivindicações sobre direitos trabalhistas e compromissos financeiros que não vem sendo cumpridos pelo Município, além de rejeitar a coação moral a que são submetidos no ambiente, os trabalhadores queriam falar com o prefeito Alan Guedes (PP), que repassou a missão para o secretário de Governo, Henrique Sartori.

Os trabalhadores reivindicam o pagamento de três férias atrasadas, o período de 1 ano e 8 meses de depósitos relacionados ao FGTS não recolhido pela Fundação, o reconhecimento do concurso realizado pela instituição em 2015 e a apuração das práticas de assédio moral por parte de diretores da Funsaud com servidores. Sartori prometeu receber as lideranças para falar sobre o atendimento das reivindicações nesta terça-feira (23.03), porém, na tarde desta segunda (22) prorrogou o encontro com a categoria para o dia seguinte, quarta-feira (24.03), e mudou o local para a sede da Funsaud.

“Do jeito que tá indo aí, acho que não vamos ter outra saída, o movimento paredista vai acabar surgindo. Não houve consenso, era pra ser na terça, já mudou pra quarta, era na Prefeitura, agora vai ser na Funsaud, vamos ouvir eles, mas acho que só vai ter mais promessa, vamos ouvir nossos sindicatos e entrar num movimento mais contundente”, anunciou um dos líderes do movimento no grupo de comunicação da categoria nas redes sociais.

O secretário de Governo e Gestão Estratégica Henrique Sartori prometeu ao grupo formado pelos servidores Elisângela Gomes, Claudinei Moreira, Ângelo Miranda e Marcia de Oliveira, enquanto o restante aguardava do lado de fora, com faixas e cartazes, e pedindo a presença de Alan Guedes, interceder junto à direção da Funsaud e na área econômica para apresentar respostas concretas.

Mais protestos

Nesta segunda-feira, também, o prefeito Alan Guedes experimentou o quarto protesto na porta do Gabinete, quando comerciantes do setor de bares, restaurantes e conveniências foi pedir flexibilização nas regras do toque de recolher imposto a partir de decreto do Governo do Estado. Antes deles, além dos servidores da Funsaud, a atual administração, que completa 80 dias, já sentiu a pressão de sem-teto e servidores do Hospital da Vida, todos reivindicando direitos.