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Caarapó - MS, domingo, 18 de abril de 2021


Inovações tecnológicas podem ser decisivas nos rumos do agronegócio em MS

Agronegócio passou a representar mais de um quarto da economia do país em 2020

Publicado em: 20/03/2021 às 06h26

Rafaela Moreira

Em meio a tempos de crise devido à pandemia do coronavírus, com alterações em diversos setores e isolamento social, o agronegócio se torna ainda mais essencial com inovações. O uso de tecnologia no agro vem apresentando, cada vez mais, opções aos produtores rurais e empresários, aumentando a produtividade, lucro, reduzindo perdas e garantindo maior segurança nas operações.

O agronegócio é um dos setores mais importantes da economia do país e responde por 30% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso do Sul. Em entrevista, o presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho (SRCG), Alessandro Coelho, destacou que a falta de informação pode ser um problema no agro, visto que, os investimentos e inovações se tornaram essenciais na vida do produtor, para assim melhorar a produtividade.

“O que falta muito na área rural é a informação sobre as tecnologias que já estão disponíveis no mercado, quando falamos em tecnologia, muitas vezes as pessoas pensam em máquinas, mas nem sempre a tecnologia são máquinas. Existe muita dificuldade de conhecer essas inovações”, explicou Coelho. Segundo uma pesquisa da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP), no ano passado 67% das propriedades agrícolas do Brasil usavam algum tipo de inovação tecnológica em seus processos produtivos.

A tecnologia agrícola hoje inclui o uso de diversos tipos de sensores, utilização de máquinas e sistemas integrados e até mesmo aplicativos que alertam o produtor de leite quando chega o momento exato de colocar cada vaca para reproduzir, bem como quando é hora de desmamar um bezerro.

“A vaca não dá leite do nada, ela te cobra para fornecer o leite ou alguém tem que ir até lá para tirar o leite, nada acontece sozinho, o leite deve ser produzido, temos todo um sistema e aparato para o desenvolvimento das atividades e a tecnologia contribui para isso”.

O agronegócio vem adaptando sua estrutura para reforçar a competitividade e tornar-se mais produtivo e sustentável, associado a aplicação de novas tecnologias. Alessandro Coelho destaca que devido a isso, o setor está apresentando números muito positivos em meio a crise.

“São inúmeros os benefícios do uso de tecnologias, além de reduzir o custo de produção, ela aumenta a produtividade, sendo eficiente sem prejudicar o meio ambiente, essas são questões que são necessárias trabalhar, porém o produtor pode estar utilizando essas inovações de maneira incorreta, sendo que através da tecnologia, é possível dobrar a produção e empregar ainda mais pessoas em sua atividade”, pontuou.

O presidente do Sindicato destaca que desde o início da pandemia as feiras agropecuária foram suspensas, o que causa ainda mais dificuldade de acesso às novidades do mercado

“Com certeza, um dos grandes problemas causados pela pandemia foi a não realização de feiras agropecuárias, estamos praticamente há um ano sem realizar nenhum tipo de atividade”, pontuou.

DESTAQUE na Economia

De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com base em dados do Ministério da Economia, a exportação do agronegócio brasileiro em fevereiro ficou em US$ 6,5 bilhões. O valor representa uma alta de 2,8% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. No acumulado de janeiro e fevereiro, as exportações somaram US$ 12,1 bilhões.

Em um ano marcado pela pandemia da Covid-19, a agropecuária sul-mato-grossense se mantém em alta e registra recordes. De acordo com dados da Famasul, o Estado encerrou 2020 com 4,8 milhões de toneladas de soja em grãos exportadas, um aumento de 46% no volume em relação ao ano anterior.

Com isso, em 2020 a participação do agronegócio no PIB brasileiro cresceu para 26,6%, frente a 20,5% em 2019. Ou seja, o setor passou a representar mais de um quarto da economia do país.

“O nosso setor não parou e está apresentando números positivos em meio a crise, temos campo para desenvolver ainda mais, mas para isso precisamos que a informação chegue para o produtor, porque apenas assim utilizaram as tecnologias de maneira correta, que poderia então dobrar a produção e empregar ainda mais pessoas”, destacou Alessandro Coelho.