Em 2020, cresce o número de abate de suínos e frangos e cai o de bovinos em MS - Caarapó Online

Caarapó - MS, segunda-feira, 19 de abril de 2021


Em 2020, cresce o número de abate de suínos e frangos e cai o de bovinos em MS

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE divulgou hoje, 18 de março de 2020, as Pesquisas Trimestrais da Produção Pecuária para o quarto trimestre de 2020, com dados sobre abates de animais, produção de leite, ovos e couro.

Publicado em: 19/03/2021 às 06h54

IBGE

Após alta em 2019, abate de bovinos em MS cai em 2020 Em 2020, foram abatidas 3,2 milhões de cabeças de bovinos em Mato Grosso do Sul sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal), uma queda de 13,4% em relação a 2019 (3,6 milhões de cabeças). O único mês a apresentar variação positiva frente a 2019 foi junho (mais 4.432 cabeças), enquanto a queda mais intensa foi verificada em novembro (menos 68.074 cabeças).

Ao longo de 2020 foi constatado um crescimento na proporção de machos abatidos em relação às fêmeas, além da valorização recorde do bezerro e da arroba bovina. Apesar da redução no abate, as exportações de carne bovina in natura alcançaram um patamar inédito em 2020, considerando a série histórica da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

Houve quedas em 24 das 27 Unidades da Federação e as mais expressivas foram em Mato Grosso (menos 573,6 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (menos 346,1 mil cabeças), Bahia (menos 237,2 mil cabeças) e Goiás (menos 220,3 mil cabeças). O único estado com mais de 1% de participação no abate bovino a apresentar alta foi Santa Catarina (mais 59,5 mil cabeças).

Mato Grosso continuou liderando o ranking das UF’s do abate de bovinos em 2020, com 17,1% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (10,9%) e São Paulo (10,5%). Em Mato Grosso do Sul, no 4º trimestre de 2020, foram abatidas 740.930 cabeças, queda de 10,89% frente ao 4° trimestre de 2019 e 13,5% abaixo do 3º tri de 2020. É o resultado mais baixo para um 4° trimestre desde 2010.

Com altas desde 2007, abate de suínos em MS aumenta 10,5% e atinge novo recorde em 2020

Em MS, foram abatidas 2,1 milhões de cabeças de suínos em 2020, um aumento de 10,5% (mais 207,7 mil cabeças) em relação ao ano de 2019. Na série histórica, a partir de 2007, ocorreram altas ininterruptas no estado, culminando em novo patamar recorde em 2020.

Houve alta em todos os meses de 2020, frente ao ano anterior, e a maior foi em novembro (mais 28.434 cabeças). O ano teve exportações recordes da carne suína in natura, assim como uma valorização expressiva do produto. Houve acréscimos no abate em 11 das 25 Unidades da Federação participantes da pesquisa. Entre aquelas com participação acima de 1%, ocorreram aumentos em: Santa Catarina (mais 1,68 milhão de cabeças), Paraná (mais
727,7 mil cabeças), Minas Gerais (mais 275,7 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (mais 207,7 mil cabeças) e Mato Grosso (mais 187,1 mil cabeças). Em contrapartida, ocorreram quedas em: Rio Grande do Sul (menos 79,0 mil cabeças), Goiás (menos 34,6 mil cabeças) e São Paulo (menos 4,4 mil cabeças).

Santa Catarina manteve a liderança no abate de suínos em 2020, com 28,8% do abate nacional, seguido por Paraná (20,2%) e Rio Grande do Sul (16,9%). No 4º trimestre de 2020, em MS, foram abatidas 575.671 cabeças de suínos, aumento de 17,2% frente ao mesmo período de 2019 e queda de 2,0% em relação ao 3° trimestre de 2020. Este foi o melhor 4° trimestre da série histórica (1997). As exportações de carne suína in natura também foram recordes para o período. Abate de frangos sobe 14,1% e bate recorde em 2020.

O abate de frangos cresceu 14,1% e chegou a 176 milhões de cabeças, novo recorde da série histórica.

Comparando os meses de 2020 e 2019, houve alta em todos os trimestres, mesmo em plena pandemia. Entre as altas, destaque para o 3º trimestre (mais 45.330.631 milhões de cabeças) e 4º trimestre (mais 45.345.234 milhões de cabeças). O 3º trimestre de 2020 já havia ultrapassado o recorde da série, que foi o do mesmo trimestre só que do ano de 2015. Contudo, o 4º trimestre superou mais uma vez e foi o responsável pelo novo recorde para a série histórica (1997).

Entre os 25 estados catalogados pela pesquisa, houve aumento no abate de frango em 18, com destaque para o Paraná (mais 115,5 milhões de cabeças), Mato Grosso do Sul (mais 21,8 milhões de cabeças), Minas Gerais (mais 19,5 milhões de cabeças), São Paulo (mais 16,8 milhões de cabeças), Goiás (mais 8,6 milhões de cabeças), Bahia (mais 7,9 milhões de cabeças), Pernambuco (mais 5,9 milhões de cabeças), Santa Catarina (mais 2,7 milhões de cabeças) e Rio Grande do Sul (mais 1,4 milhões de cabeças). As principais quedas ocorreram em Mato Grosso (menos 11,1 milhões de cabeças) e no Pará (menos 5,6 milhões de cabeças).

Com isso, o Paraná continuou liderando amplamente a lista de estados que mais abateram frangos em 2020, com 33,4% de participação nacional, seguido por Santa Catarina (13,7%) e logo em seguida por Rio Grande do Sul (13,6%).

Produção de ovos em MS cresce 24,7% em 2020 e chega a 59,2 milhões de dúzias

No estado de Mato Grosso do Sul, em 2020, a produção de ovos de galinha foi de 59,2 milhões de dúzias, aumento
de 24,7% em relação ao ano passado (mais 47,5 milhões de dúzias em 2019). No Brasil, a produção de ovos de galinha
foi de 3,96 bilhões de dúzias em 2020, apresentando um aumento de 3% em relação a 2019. O resultado foi
influenciado pelo aumento do consumo do produto em meio à recessão instaurada por conta da pandemia, por se
tratar de uma proteína de valor mais acessível em comparação às carnes. Por outro lado, houve incremento
significativo nos custos de produção do setor.

Aquisição de couro tem queda de 12% em 2020

Em 2020, os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro – aqueles que curtem pelo menos 5 mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano – declararam ter recebido 4,05 milhões de peças inteiras de couro cru bovino. Essa quantidade foi 12% menor que a registrada no ano anterior. Na comparação mensal em relação aos respectivos períodos de 2019, todos os meses apresentaram variação negativa tendo como destaque o mês de abril onde foi constatada a maior retração (menos 82,7 mil peças). A redução do abate bovino e a recessão econômica causada pela pandemia de COVID-19 influenciaram o arrefecimento da atividade ao longo do ano.

Houve retração do recebimento de peles bovinas em 15 das 19 Unidades da Federação que possuem pelo menos um curtume ativo enquadrado no universo da pesquisa. As variações negativas mais significativas ocorreram em São Paulo (menos 481,1 mil peças), Mato Grosso do Sul (menos 475,2 mil peças), Mato Grosso (menos 433,0 mil peças), Pará (menos 429,8 mil peças) e Rio Grande do Sul (menos 266,6 mil peças). Por outro lado, o aumento mais significativo ocorreu no Paraná (mais 219,4 mil peças).

No ranking das UFs, Mato Grosso continuou liderando em 2020, com 16,5% de participação nacional, seguido por
Mato Grosso do Sul (13,4%) e São Paulo (11,2%).