Em Mato Grosso do Sul, ‘Fura-filas’ da vacina podem ser multados em até R$ 88 mil - Caarapó Online

Caarapó - MS, segunda-feira, 19 de abril de 2021


Em Mato Grosso do Sul, ‘Fura-filas’ da vacina podem ser multados em até R$ 88 mil

Lei que possibilita a punição, foi aprovada na manhã de terça feira (02.03) e tem o objetivo de coibir essas infrações no Estado

Publicado em: 03/03/2021 às 09h18

Flavio Veras

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS) aprovou, na terça-feira (02.03), o projeto de lei 14/2021, que tem o objetivo de penalizar os chamados “fura-filas” da vacina contra o novo coronavírus (Covid-19).

A multa é regulada pela Uferms (Unidade Fiscal de Referência de Mato Grosso do Sul) e quem infringir a fase cronológica definida no plano nacional e/ou estadual de imunização pode ser multado em até 650 Unidades Fiscais que na cotação de hoje pode chegar a R$ 88 mil.

O projeto é de autoria do deputado Barbosinha (DEM) e teve 20 votos a favor e nenhum contrário. Segundo o texto, a penalidade aumenta se a pessoa que for imunizada no lugar de outra for servidora ou gestora pública.

Agora o porohjeto segue para sanção do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e, entrará em vigor, após publicação no Diário Oficial do Estado (DOE-MS).

Ocorrência em NIOAQUE

Em Mato Grosso do Sul, o Ministério Público Estadual (MPMS) investiga diversos casos, sendo que entre eles, está o do prefeito de Nioaque e presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), Valdir Couto de Souza Junior (PSDB).

Ele teve uma foto divulgada nas redes sociais em que ele recebia o imunizante.

Registro de fura-filas

O Brasil registrou pelo menos 4,7 mil denúncias de fura-filas desde o início da vacinação contra a Covid-19, que começou em 17 de janeiro.

Os dados foram levantados pelo programa 'Profissão Repórter', da TV Globo, com base nas reclamações recebidas pelos Ministérios Públicos Estaduais e pela Ouvidoria Nacional do Ministério Público. Apenas os MPs de Minas Gerais e Paraná não disponibilizaram os dados.

Ainda de acordo com a reportagem, o número de denúncias é ainda mais alto em todo o país, já que elas também podem ser feitas em outros órgãos, como nas ouvidorias dos governos dos estados e nas secretarias de saúde.