IGP-M sobe para 1,92% na 1ª prévia de fevereiro - Caarapó Online

Caarapó - MS, quinta-feira, 4 de março de 2021


IGP-M sobe para 1,92% na 1ª prévia de fevereiro

No primeiro decêndio de janeiro, este índice havia registrado taxa de 1,89%. Com este resultado, a taxa em 12 meses passou de 24,87% para 28,17%

Publicado em: 18/02/2021 às 08h47

Fundação Getúlio Vargas

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 1,92% no primeiro decêndio de fevereiro. No primeiro decêndio de janeiro, este índice havia registrado taxa de 1,89%. Com este resultado, a taxa em 12 meses passou de 24,87% para 28,17%.

“O Índice de Preços ao Produtor (IPA), indicador que exerce a maior influência sobre o IGP, segue em aceleração refletindo os aumentos registrados nos preços de commodities agrícolas e industriais. Tais pressões inflacionárias estão alimentando repasses pela cadeia produtiva. A variação de bens intermediários acelerou quase um ponto percentual em comparação ao mês passado, subindo de 1,38% para 2,34%. O comportamento dos preços da soja (-5,17% para 5,78%) e do farelo de soja (-5,16% para 4,23%) ilustram os repasses observados pela cadeia produtiva”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA)

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 2,54% no primeiro decêndio de fevereiro. No mesmo período do mês de janeiro, o índice subira 2,42%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram 0,21% em fevereiro, após subir 1,04% em janeiro. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 1,01% para -2,81%. O índice correspondente aos Bens Intermediários passou de 1,38% no primeiro decêndio de janeiro para 2,34% no primeiro decêndio de fevereiro. Este avanço foi influenciado pelo subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,33% para 2,24%.

A taxa do índice referente as Matérias-Primas Brutas passou de 4,36% no primeiro decêndio de janeiro para 4,45% no primeiro decêndio de fevereiro. Contribuíram para o avanço da taxa do grupo os seguintes itens: soja em grão (-5,17% para 5,78%), bovinos (-4,16% para 8,03%) e milho em grão (-3,18% para 5,71%). Em sentido oposto, vale citar minério de ferro (23,45% para 5,74%), leite in natura (2,84% para 0,12%) e suínos (-3,58% para -10,49%).

Índice de Preços ao Consumidor (IPC)

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) passou de 0,38% no primeiro decêndio de janeiro para 0,19% no primeiro decêndio de fevereiro. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Habitação (1,06% para -0,21%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 3,40% para -2,48%. Também foram computados decréscimos nas taxas de variação dos grupos Alimentação (0,97% para -0,04%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,44% para -0,20%) e Vestuário (1,31% para -0,08%). Estas classes de despesa foram influenciadas pelos itens hortaliças e legumes (3,45% para -2,45%), artigos de higiene e cuidado pessoal (1,19% para -1,29%) e roupas (1,26% para -0,05%).

Em contrapartida, os grupos, Educação, Leitura e Recreação (-2,99% para 0,91%), Transportes (0,60% para 0,96%), Despesas Diversas (0,05% para 0,29%) e Comunicação (-0,07% para 0,02%) registraram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: passagem aérea (-23,32% para -3,09%), gasolina (0,86% para 2,88%), serviço religioso e funerário (-0,02% para 0,78%) e mensalidade para TV por assinatura (-0,31% para 0,00%).

Índice Nacional de Custo da Construção (INCC)

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,60% no primeiro decêndio de fevereiro, taxa inferior a apurada no mês anterior, quando o índice havia sido de 0,94%. Os três componentes do INCC registraram as seguintes taxas da variação na passagem do primeiro decêndio de janeiro para o primeiro decêndio de fevereiro: Materiais e Equipamentos (1,66% para 1,23%), Serviços (0,06% para 0,71%) e Mão de Obra (0,53% para 0,08%).

Sobre o IGP-M

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) é divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). O indicador foi concebido no final dos anos de 1940 para ser uma medida abrangente do movimento de preços, que englobasse não apenas diferentes atividades como também etapas distintas do processo produtivo. Dessa forma, o IGP é um indicador mensal do nível de atividade econômica do país, englobando seus principais setores.

O IGP possui três versões com coleta de preços encadeada: o IGP-10 (com base nos preços apurados dos dias 11 do mês anterior ao dia 10 do mês da coleta), IGP-DI (de 1 a 30) e o mais popular deles, o Índice Geral de Preços – Mercado, ou simplesmente IGP-M, que apura informações sobre a variação de preços do dia 21 do mês anterior ao dia 20 do mês de coleta.

O IGP-M é utilizado amplamente na fórmula paramétrica de reajuste de tarifas públicas (energia e telefonia), em contratos de aluguéis e em contratos de prestação de serviços.