Prefeito do RJ, Marcelo Crivella é preso em operação da Polícia Civil e Ministério Público - Caarapó Online

Caarapó - MS, terça-feira, 9 de março de 2021


Prefeito do RJ, Marcelo Crivella é preso em operação da Polícia Civil e Ministério Público

Ação investiga pagamento de propina na prefeitura

Publicado em: 22/12/2020 às 06h56

Renata Portela

No início da manhã de terça-feira (22.12), operação da Polícia Civil e MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) prendeu o prefeito Marcelo Crivella. A ação investiga esquema de pagamento de propina em contratos da gestão municipal.

A princípio, a ação é derivada da Operação Hades, que investiga um “QG da Propina” na prefeitura do Rio de Janeiro. São cumpridos mandados pela Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro da Polícia Civil e também pelo MPRJ.

A decisão é da desembargadora Rosa Helena Penna. Conforme a imprensa local, além de Crivella, foram presos também o empresário Rafael Alves, o delegado aposentado Fernando Moraes e o tesoureiro da campanha de Crivella, Mauro Macedo.

Há ainda um mandado de prisão contra o ex-senador Eduardo Lopes, mas ele não foi encontrado em casa e deve se apresentar à polícia em Belém, no Pará, onde mora atualmente. A Polícia ainda cumpre um mandado de busca e apreensão em Angra dos Reis para procurar por uma lancha de Alves.

Ao chegar na Cidade da Polícia, o prefeito afirmou que é vítima de "perseguição política" e que vai lutar por "justiça". "Lutei contra o pedágio ilegal, tirei recursos do carnaval, negociei o VLT, fui o governo que mais atuou contra a corrupção no Rio de Janeiro", afirmou enquanto era levado para o interior do prédio.

Crivella foi preso em meio à Operação Hades, que investiga o "QG da Propina" dentro da Prefeitura da capital fluminense. A ação foi iniciada com uma delação premiada do doleiro Sérgio Mizrahy, em 2018, ainda durante a Lava Jato no Rio de Janeiro. Segundo as afirmações do doleiro, as empresas interessadas em trabalhar para a Prefeitura pagavam propina para Alves, que também repassava o dinheiro para os demais detidos.

Em setembro, o prefeito já era alvo da operação e seu celular e um pendrive foram apreendidos para buscar provas sobre irregularidades em contratos firmados pelo Executivo municipal.

A prisão de Crivella ocorre a nove dias dele deixar o mandato, após perder as eleições de novembro para Eduardo Paes.