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Caarapó - MS, segunda-feira, 19 de abril de 2021


Professor Olavo de Carvalho defende renúncia de Jair Bolsonaro por deslealdade

Olavo de Carvalho defende renúncia de Bolsonaro por não defender ‘fiéis amigos’

Publicado em: 26/11/2020 às 06h23

Agência Estado

O escritor e professor Olavo de Carvalho, considerado um “guru” do bolsonarismo, defende que o presidente Jair Bolsonaro renuncie ao cargo caso não seja capaz de “defender a liberdade dos seus mais fiéis amigos”. Nas redes sociais, Olavo de carvalho que mora atualmente nos EUA, defendeu que o presidente deveria sair da cena política antes que perdesse prestígio.

“Presidente Bolsonaro: Se você não é capaz nem de defender a liberdade dos seus mais fiéis amigos, renuncie a vá para casa antes de perder o prestígio que em outras épocas soube merecer”, escreveu Carvalho em sua conta no Twitter. Em outra mensagem, ele esclareceu que a crítica não equivale a pedir sua renúncia imediata. “Não pedi renúncia nenhuma, pus a coisa no condicional ”

O escritor não disse quem seriam os fiéis amigos que precisariam da defesa do presidente. Como mostrou a imprensa digital há cerca de duas semanas, Olavo passa por um período de turbulência financeira após 250 empresas dissociarem suas marcas de conteúdos publicados por Olavo de Carvalho. Ele chegou a perder cerca de 30% dos alunos que pagavam mensalidades de seus cursos por meio do PayPal, foi uma das empresas que baniu Olavo.

Em outubro, ele também foi condenado a pagar uma indenização de R$ 2,9 milhões a Caetano Veloso, por propagar informações falsas contra o artista.

Além disso, em resposta à mensagem do guru nas redes, seguidores de Olavo de Carvalho reclamam das prisões do blogueiro Oswaldo Eustáquio e da militante Sara Fernanda Giromini. Apoiadores de Jair Bolsonaro, os dois foram detidos em situações diferentes.

A Polícia Federal investiga a participação dos dois em um suposto esquema de organização e financiamento de atos em defesa da ditadura militar e pelo fechamento do Congresso Nacional. Eustáquio foi preso em julho após transitar pela fronteira com o Paraguai e foi proibido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de utilizar as redes sociais (sua conta é administrada hoje por aliados).

Há duas semanas, a Justiça Eleitoral mandou tirar do ar um vídeo publicado pelo blogueiro com acusações “sabidamente inverídicas” contra o candidato Guilherme Boulos (PSOL). No vídeo, Eustáquio alegou que o candidato do PSol usa empresas de vídeo para ‘lavar dinheiro’, acusação que foi usada pela campanha de Celso Russomanno (Republicanos), derrotado no primeiro turno, nas eleições para a prefeitura de São Paulo. A Justiça também determinou a suspensão do canal na internet.