Depois de 16 anos, Brasil voltará a presidir G20 em 2024 - Caarapó Online

Caarapó - MS, segunda-feira, 18 de janeiro de 2021


Depois de 16 anos, Brasil voltará a presidir G20 em 2024

De acordo com o comunicado dos líderes do G20 divulgado neste domingo, o Brasil será o anfitrião do grupo no ano de 2024

Publicado em: 23/11/2020 às 06h51

Agência Estado

Depois de 16 anos, o Brasil voltará a ser presidente do grupo das 20 maiores economias do globo (G20). A última vez em que o País liderou o grupo foi em 2008, no auge da crise financeira internacional, que acabou por fortalecer o organismo multilateral e é, até hoje, considerado um marco em sua existência pela forma como lidou rapidamente e em conjunto com a turbulência.

De acordo com o comunicado dos líderes do G20 divulgado neste domingo, 22, o Brasil será o anfitrião do grupo no ano de 2024. Atualmente, a presidência está com a Arábia Saudita - que pela primeira vez organizou o evento de forma virtual por causa da pandemia de coronavírus. O país passará o bastão para a Itália no próximo dia 1º de dezembro.

A reunião que ocorreu em São Paulo em novembro de 2008 foi uma espécie de "aquecimento" para uma novidade que o grupo acabava de criar por causa da crise: a primeira cúpula de chefes de Estado, convocada pelo então presidente americano, George Bush. Era justamente naquela época que os países emergentes pediam mais espaço de participação nas decisões globais e na criação de respostas articuladas em conjunto. E passaram a ter mais representatividade.

Representantes do G20 já se encontravam uma vez por ano desde 1999, mas especialistas apontam o ano de 2008, quando as reuniões ocorreram em São Paulo, como a verdadeira decolagem do grupo. A instituição foi criada no final da década de 90 como uma reação à crise que teve início na Ásia e acabou contaminando todo o mundo.

Cabe ao país que preside o G20 a escolha dos principais temas que serão debatidos ao longo daquele ano. Há 16 anos, o Brasil selecionou competição nos mercados financeiros, energia limpa e desenvolvimento econômico, e elementos fiscais de crescimento e desenvolvimento.

Nos encontros de alto nível do G20, além de chefes de Estado e de governo, participam também as autoridades máximas de organismos multilaterais, como Fundo Monetário Internacional (FMI), Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Banco Mundial, por exemplo.

G20 é um grupo formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia. Foi criado em 1999, após as sucessivas crises financeiras da década de 1990.

G20 (abreviatura para Grupo dos 20) é um grupo formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia. Foi criado em 1999, após as sucessivas crises financeiras da década de 1990. Visa favorecer a negociação internacional, integrando o princípio de um diálogo ampliado, levando em conta o peso econômico crescente de alguns países, que, juntos, representam 90% do PIB mundial, 80% do comércio mundial (incluindo o comércio intra-UE) e dois terços da população mundial. O peso econômico e a representatividade do G-20 conferem-lhe significativa influência sobre a gestão do sistema financeiro e da economia global.

O G-20 estuda, analisa e promove a discussão entre os países mais ricos e os emergentes sobre questões políticas relacionadas com a promoção da estabilidade financeira internacional e encaminha as questões que estão além das responsabilidades individuais de qualquer organização.

Com o crescimento da importância do G-20 a partir da reunião de 2008, em Washington (USA), e diante da crise econômica mundial, os líderes participantes anunciaram, em 25 de setembro de 2009, que o G-20 seria o novo conselho internacional permanente de cooperação econômica, eclipsando o G8, constituído até então pelas sete economias mais industrializadas no mundo e a Rússia.