Governo de Bolsonaro deve começar o ano de 2021 sem Orçamento Federal definido - Caarapó Online

Caarapó - MS, sexta-feira, 27 de novembro de 2020


Governo de Bolsonaro deve começar o ano de 2021 sem Orçamento Federal definido

Governo deve abrir o ano de 2021 sem Orçamento definido para gastos e despesas previstas, depende da aprovação do Congresso

Publicado em: 13/11/2020 às 07h33

Humberto Rezende

Com a eleição deste domingo, está reaberta a temporada de empurra-empurra na base do governo e fora dela. A primeira arena é a Comissão Mista de Orçamento, que caminha para encerrar 2020 sem que seja sequer instalada para deliberar sobre o Orçamento. A Consultoria de Orçamento já preparou um parecer em que avalia ser possível votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) direto no plenário, sem passar pela CMO.

Com esse parecer em mãos, a ordem no Centrão é pressionar o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a convocar o Congresso para votar a LDO. Assim, o governo ganha passe livre para usar um doze avos da previsão orçamentária em janeiro, e a discussão da lei orçamentária fica para fevereiro, depois de eleitos os novos comandantes da Câmara e do Senado Federal.

Não subestimem o “gordinho”

Quando Davi Alcolumbre foi candidato a presidente do Senado Federal pela primeira vez, em fevereiro de 2019, era esse o conselho que os integrantes do DEM davam a todos os emedebistas aliados de Renan Calheiros. Agora, em relação ao apagão do Amapá, quem recebe esse recado é o governo do presidente Jair Bolsonaro. O adiamento da eleição em Macapá ajudou a distensionar o ambiente, mas se o problema da energia não for resolvido de uma vez por todas, vai sobrar para os projetos do governo.

Precedente perigoso

O pedido de Alcolumbre para prorrogar o auxílio emergencial no Amapá foi recebido com preocupação por parte da equipe econômica. Há o receio de que, se o governo atender, qualquer problema em outro Estado ou região provocará reivindicações semelhantes.

Damares, a favorita

Sempre que há uma rusga entre o presidente Jair Bolsonaro e o vice, Hamilton Mourão, quem sobe é a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Ela é vista no bolsonarismo como o nome para ocupar a vaga de vice em 2022.

No escuro

Ao desistir de concorrer à prefeitura de Porto Alegre (RS), o candidato a prefeito José Fortunati (PTB) inviabilizou as pesquisas da reta final de campanha. É que, faltando menos de uma semana, muitos eleitores nem sequer sabem que ele não é mais candidato.

Às claras

Apesar de liberada pelo TSE, a live de Caetano Veloso (cantos) para arrecadar fundos às campanhas de Manuela D’Ávila, em Porto Alegre, e Guilherme Boulos em São Paulo, ainda vai dar muita polêmica. Adversários vão pedir para que a Justiça Eleitoral passe um pente fino nos compradores dos ingressos. É que, se houver alguma empresa adquirindo ingressos para seus funcionários, surgirão problemas. Empresas estão proibidas de doar dinheiro para as campanhas eleitorais.

Perdeu, Jair

Essa era a frase mais ouvida, ontem, em gabinetes paulistas sobre a decisão de manter a Fórmula 1 em São Paulo até 2025, anunciado em conjunto pelo governador João Doria e o prefeito Bruno Covas. Agora, Bolsonaro não tem como prometer que levará a corrida para o Rio de Janeiro, até porque o contrato abre a perspectiva de renovação por mais cinco anos, no caso, 2030. A mudança do nome, para GP São Paulo, deixa João Doria e o prefeito Bruno Covas com uma marca para os anos seguintes no estado.

Pense bem no voto

O movimento RenovaBr, que se tornou um think thank (pense forte) da política brasileira, lançou uma série de vídeos bem-humorados para explicar aos eleitores a necessidade de escolher bem seus representantes. Para aqueles que vão votar em prefeitos e vereadores no domingo dia 15-Novembro, #ficaadica.