Abate de suíno e frango cai no 2o trimestre de 2020 e de bovinos cai frente a 2019 - Caarapó Online

Caarapó - MS, terça-feira, 22 de setembro de 2020


Abate de suíno e frango cai no 2o trimestre de 2020 e de bovinos cai frente a 2019

Na data de hoje, foram divulgados os resultados das pesquisas do abate, dos ovos de galinha, do couro e do leite. As pesquisas montam um panorama trimestral da produção ligada à pecuária, permitindo um melhor planejamento das atividades públicas ou privadas ligadas ao setor

Publicado em: 10/09/2020 às 14h45

IBGE

Abate de bovinos cai 11,4% em relação ao 2º trimestre de 2019

O abate de bovinos registrou aumento em relação ao trimestre anterior, porém, na comparação com o mesmo período de 2019, houve significativa queda. A quantidade de cabeças abatidas no segundo trimestre é 4,4% maior do que a registrada no primeiro trimestre de 2020. Enquanto neste foram registradas 802 965 carcaças, naquele passaram a ser 838 329. O número ainda é menor do que o registrado no segundo tri de 2019, quando foram registradas 946 116 carcaças. Os números são confirmados nos pesos em quilogramas das carcaças, tendo sido registrados os seguintes valores: 2º tri/2019 - 228 219 070 kg, 1º tri/2020 - 203 140 249 kg e 2º tri/2020 - 214 838 234 kg. A queda nesta comparação fica na casa dos 11,4%.


Pandemia teve influência na queda do abate de frangos

No Brasil, em relação ao 2º tri de 2020, foi abatido 1,41 bilhão de cabeças de frangos. Esse número representa uma queda de 1,0% em relação ao mesmo período de 2019 e recuo de 6,8% na comparação com o 1° trimestre de 2020.

Este é o pior resultado para um trimestre desde o 2° trimestre de 2018. Efeitos da pandemia da COVID-19, como paralisações temporárias devido ao contágio, que impactaram a produção dos frigoríficos, ajudam a explicar as quedas registradas. Em Mato Grosso do Sul, foram abatidos 42,5 milhões de cabeças de frangos. Esse número representa uma queda de mais de 514 mil cabeças de frango em comparação ao trimestre imediatamente anterior e aumento de mais de 2 milhões em relação a igual período de 2019.

Na análise do mesmo trimestre do ano anterior, constatou-se a queda no abate em 12 das 25 Unidades da Federação que participaram da pesquisa. Entre aquelas com participação acima de 1,0%, ocorreram quedas em: Rio Grande do Sul (-20,75 milhões de cabeças), Goiás (-13,75 milhões de cabeças), Santa Catarina (-8,35 milhões de cabeças), Pará (-2,96 milhões de cabeças) e Mato Grosso (-2,47 milhões de cabeças). Em contrapartida, ocorreram aumentos em: Paraná (+25,12 milhões de cabeças), Minas Gerais (+3,21 milhões de cabeças), Bahia (+2,36 milhões de cabeças), Mato Grosso do Sul (+2,28 milhões de cabeças) e São Paulo (+1,45 milhões de cabeças).

No ranking das UFs, Paraná continua liderando amplamente o abate de frangos, com 34,2% da participação nacional, seguido por Santa Catarina (13,8%) e Rio Grande Sul (12,9%). Mato Grosso do Sul ocupa a 8ª posição na lista.