Deputados Rose, Trutis e Dr. Luiz Ovando apoiam perdão de dívida de igrejas - Caarapó Online

Caarapó - MS, segunda-feira, 28 de setembro de 2020


Deputados Rose, Trutis e Dr. Luiz Ovando apoiam perdão de dívida de igrejas

Bancada de MS fica dividida em proposta polêmica que prejudica arrecadação federal

Publicado em: 09/09/2020 às 06h07

Rodrigo Almeida

Em tempos de pandemia e crise, os deputados brasileiros não se preocupam com a dívida crescente do Governo Federal, e decidiram que não cobrarão quase 1,5 bilhão de reais de Igrejas. Em MS, a bancada estadual ficou dividida sobre o tema. A votação ocorreu no dia 15 de julho e cinco foram contra a não cobrar e três deputados a favor da cobrança.

Na lista contrária estão Beto Pereira(PSDB), Bia Cavassa (PSDB), Dagoberto Nogueira (PDT), Fábio Trad (PSD) e Vander Loubet (PT). Favoráveis foram Dr. Luiz Ovando (PSL), Loester Trutis (PSL) e Rose Modesto (PSDB), cogitada a pré-candidata à prefeitura da Capital de MS.

A proposta de anistia às dívidas das Igrejas passou com facilidade pelo Congresso Nacional. Foram 345 votos favoráveis e 125 contrários. PT, PDT, PSDB, Novo, Rede e Psol foram os partidos que indicaram a bancada a votarem contra a proposta. Apenas o PSB, PSD e a Minoria liberaram as bancadas a votar de acordo com a própria convicção.

As outras 19 lideranças da Câmara dos Deputados resolveram votar a favor da emenda constitucional aderida ao projeto de lei 1581/20. PT, PDT, PSDB, Novo, Rede e Psol foram os partidos que indicaram a bancada a votarem contra a proposta. Apenas o PSB liberou a bancada a votar de acordo com a própria convicção.


Controvérsia


A proposta de emenda constitucional foi debatida em meio ao projeto de lei 1581/20, que fala sobre o uso de precatórios no combate à Covid-19, assunto pouco desconectado com as igrejas.

O autor da emenda é o Deputado Davi Soares (DEM-SP), filho do fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus. Caso a emenda seja aprovada, um dos maiores beneficiados será o próprio pai.

Para não vingar, cabe ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetar o projeto de lei ou acatá-lo com veto à emenda, um direito caso a presidência conclua a relevância da medida. O gabinete presidencial divulgou nesta terça-feira, 8, que a proposta está sendo averiguada e que o presidente deve decidir até sexta-feira, 11.09.