Skank faz live hoje (1º de agosto) para comemorar 30 anos de banda - Caarapó Online

Caarapó - MS, sábado, 26 de setembro de 2020


Skank faz live hoje (1º de agosto) para comemorar 30 anos de banda

Em entrevista, Samuel Rosa falou sobre como funcionará a apresentação, o tempo do grupo e o apoio dos fãs durante a pandemia

Publicado em: 01/08/2020 às 08h46

Pedro Ibarra

Ícones do rock-pop brasileiro, o Skank faz neste sábado (1ºde Agosto) uma live para comemorar os 30 anos da banda, com as músicas que mais marcaram esta trajetória desde os anos 1990 às 19 horas (Horário de Caarapó-MS) no próprio canal do YouTube.

A live é a terceira feita durante a pandemia, sendo a primeira com formação completa incluindo metais -- as outras tiveram modelo acústico. “Vamos tocar as canções principais do repertório. O que deve acontecer nesta apresentação é que vamos resgatar algumas músicas que não vinham sendo executadas e algumas até que nunca foram tocadas ao vivo”, conta Samuel Rosa, vocalista do Skank.


"Ele confirmou que músicas menos tocadas como Fotos na estante, Ali e Formato mínimo podem aparecer na setlist escolhida para a comemoração dos 30 anos da banda: A gente tem presenteado os fãs mais radicais que gostam das músicas mais lado B, que não foram singles ou hits”.

 

“Nossa primeira live teve mais de três milhões de visualizações, a segunda teve mais de milhão também”, lembra o vocalista. Ele pontua que as redes sociais e transmissões ao vivo estão aliviando um pouco a falta dos palcos e da energia do público. “Fico imaginando se a pandemia tivesse vindo 15 ou 20 anos atrás, o distanciamento seria muito maior”, reflete o artista.

A banda confirmou que vai voltar aos palcos para terminar a turnê de despedida, iniciada neste ano, mas paralisada pela pandemia, quando houver a possibilidade de aglomerações. “Óbvio que isso vai ter fim e a gente espera retornar de maneira segura o quanto antes. As coisas que foram adiadas serão feitas, como a nossa turnê de despedida marcada para 2020, que fatalmente será no ano que vem, 2021”, comenta Samuel Rosa. “ A prioridade agora de todos nós como cidadãos do mundo é fazer a nossa parte para que a gente perca o número menor de vidas possível”, pontua.

30 anos de Skank


“É muito simbólico, porque a gente sabe que é uma estrada que é difícil você percorrer, perdurar durante tanto tempo. Não é só ter longevidade, é também ser atuante, relevante. Não adianta nada ficar aí 30/40 anos, mas cantando para as paredes”, fala Samuel Rosa. Segundo ele, a banda continuou com um público fiel e também se renovando com as mudanças de sonoridade e estilo da banda. “o Skank conseguiu isso e cuidando muito da própria carreira, do próprio perfil, dos discos, das produções".


A banda permanece desde o início da década de 1990 com a mesma formação, sem nem trocar o empresário: Fernando Furtado acompanha Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zaneti e Haroldo Ferretti desde dos primeiros shows quando todos tinham vinte poucos anos. “Bom 30 anos é bastante tempo para uma banda. É só olhar pro lado e ver que várias bandas da nossa geração já não existem mais, e as que continuam perdurando não tem a mesma formação”, comemora o cantor.

No entanto, o que fica no final é a sensação de dever cumprido após tocar corações de diferentes gerações lotar o Mineirão, estádio dos times que torcem, e se tornarem uma das mais influentes bandas do rock pop brasileiro. “É de se olhar pra trás e sentir muito orgulho de tudo que a banda conseguiu durante esses anos todos”, vê Samuel Rosa.