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Caarapó - MS, segunda-feira, 10 de agosto de 2020


Briga com TCU, causa estrago e precipita a queda do presidente do Banco do Brasil

Rubem Novaes culpou o TCU por prejuízos do BB, irritando seus ministros e também o presidente Bolsonaro

Publicado em: 26/07/2020 às 07h41

Cláudio Humberto

A gota d’água da queda do presidente do Banco do Brasil (BB) foi o conflito que ele criou com o Tribunal de Contas da União (TCU), que o Planalto considerou desnecessário, no momento em que o presidente Jair Bolsonaro tenta melhorar as relações com as instituições. Após o TCU recomendar a suspensão dos anúncios do BB em sites bolsonaristas, o banco cancelou toda a publicidade digital, como uma forma marota de pressionar os ministros. A manobra foi imediatamente percebida.

Sem anúncios, caíram os negócios do banco e a procura por financiamento, com corte publicitário e, no recurso à decisão do STF, o BB reclamou de “prejuízos ao banco”. Pegou muito mal no TCU. No agravo, o banco presidido por Rubem Novaes reclamou da redução em um terço das contratações de cartões de crédito e das contas digitais.

A manobra do presidente do Banco do Brasil irritou os ministros do TCU. “Cretinos!”, exclamou um deles, indignado, em conversa com a imprensa, provocando assim mais uma instabilidade no governo.

O ministro Paulo Guedes, que nomeou Rubem Novaes, reclamava que ele não enfrentava o corporativismo no BB, “que não é estatal e nem privado”.