Bolsonaro chama Europa de 'seita ambiental' e o Brasil de 'potência no agronegócio' - Caarapó Online

Caarapó - MS, domingo, 25 de outubro de 2020


Bolsonaro chama Europa de 'seita ambiental' e o Brasil de 'potência no agronegócio'

Crítica foi por conta das pressões sofridas em virtude de agressões ao meio ambiente

Publicado em: 17/07/2020 às 07h17

Agência Estado

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a Europa por conta das pressões que seu governo vem sofrendo em virtude de agressões ao meio ambiente. Em live transmitida nas redes sociais na quinta-feira (16.07) Bolsonaro classificou a Europa como "uma seita ambiental" que ataca o País "de forma injusta" e movida por interesses comerciais. O presidente também criticou a imprensa, a quem acusou de fraudar números do desmatamento.


"Nós somos o tempo todo acusados injustamente de maltratar o meio ambiente no Brasil. A imprensa daqui publica, a imprensa de fora republica, em especial a da Europa, e lá a questão ambiental é tido como uma seita. Aí a mesma imprensa que fraudou números republica aquilo para criticar o governo", argumentou o presidente da República. Para ele, "no passado havia interesse (internacional) na região amazônica, mas hoje há interesse em todo o Brasil". De acordo com Bolsonaro, "em focos de queimada estamos abaixo da média dos últimos anos". "Não é que estamos indo bem. Tem coisa para fazer? Tem, mas não é esse trauma todo", afirmou.


O presidente também lamentou que a medida provisória (MP) 910/2020, que tratava da regularização fundiária e ficou conhecida como "MP da grilagem", não tenha sido votada no Congresso, o que fez com que ela caducasse. Para Bolsonaro, a votação da MP não foi pautada porque "a esquerda ainda tem uma influência muito grande dentro do Parlamento", e citou partidos como PT, PDT, Rede Sustentabilidade, PCdoB e PSOL como responsáveis pela pressão que levou à caducidade da proposta.


"Se tivesse sido aprovada (a MP 910/20), essas áreas seriam regularizadas e, uma vez detectado o foco de calor ou queimada, teria como saber se foi dentro da reserva legal, ou não, e quem é o dono daquela área, e aí você puniria", afirmou. Apesar disso, Bolsonaro assumiu o compromisso de diminuir as queimadas, mas falou que elas "não vai acabar nunca".