Destruição florestal na Europa disparou 69% sem críticas dos ambientalistas - Caarapó Online

Caarapó - MS, quinta-feira, 13 de agosto de 2020


Destruição florestal na Europa disparou 69% sem críticas dos ambientalistas

Revista científica Nature denunciou desmatamento ligado ao "mercado da madeira" sem qualquer repercussão

Publicado em: 13/07/2020 às 08h19

Cláudio Humberto

Receptiva a críticas ao Brasil na área ambiental, sobretudo oriundos da Europa, a mídia brasileira ignorou levantamento da revista científica Nature, divulgado há dez dias, indicando que o desmatamento cresceu 69% em 2018, na União Europeia.


Enquanto o Brasil preserva 70% das florestas, na Europa mal chega aos 30%, se incluir áreas reflorestadas. Para a Nature, a devastação na Europa está ligada à “recente expansão dos mercados da madeira”, que aliás é rival da madeira da Amazônia. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O estudo foi coordenado pelo cientista Guido Ceccherini, do Centro Comum de Investigação, da Comissão Europeia, em Ispra (Itália). Imagens de satélite revelam que a área devastada na Europa deve afetar a biodiversidade, provocar erosão e ameaçar mananciais (fontes d’água).

Suécia, Finlândia, Espanha, França e Alemanha têm a maior quantidade de florestas na Europa. Mas só na França de François Macron, o desmatamento cresceu 30%. Em Portugal, cuja imprensa reproduz como papagaio ataques e mentiras contra o Brasil, a “deflorestação” cresceu 56%, e a manifestação contra as queimadas estão mudas.

Severos incêndios florestais no centro de Portugal já provocaram a morte de pelo menos 57 pessoas, muitas delas presas em seus carros enquanto as chamas atingiram a estrada que corta a região, numa ocorrência que o primeiro-ministro português, Antonio Costa, considerou "a maior tragédia que temos vivido". O número de feridos já chega a 60 pessoas, incluindo quatro bombeiros e uma criança, disse o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, à emissora estatal RTP.

Acredita-se que um raio tenha provocado o incêndio em Pedrógão Grande depois que os investigadores encontraram uma árvore atingida durante uma tempestade "seca", disse o chefe da polícia nacional aos meios de comunicação portugueses. As tempestades secas ocorrem quando a chuva evapora antes de atingir o solo devido às altas temperaturas. Portugal, como a maioria dos países da Europa meridional, é propenso a incêndios florestais nos meses secos do verão.
 

"Esta é uma região que tem incêndios por causa de suas florestas, mas não nos lembramos de uma tragédia dessas proporções", disse o prefeito de Pedrógão Grande, Valdemar Alves. "Estou completamente atordoado com o número de mortes".

As autoridades disseram anteriormente que o calor de 40 graus nos últimos dias poderia ter contribuído para o incêndio, registrado cerca de 150 quilômetros a nordeste de Lisboa. Aproximadamente 700 bombeiros trabalham para tentar apagar os incêndios desde sábado, disse Gomes.