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Caarapó - MS, terça-feira, 7 de julho de 2020


Governo Federal monitora a situação da Latam Airlines, diz ministro

Companhia aérea LATAM pediu recuperação judicial nos EUA, que se aprovada, permitirá folga para se recuperar

Publicado em: 27/05/2020 às 07h07

Agência Brasil

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, afirmou na terça-feira (26.05) que o governo federal está monitorando a situação da Latam Airlines, maior empresa aérea da América Latina, que anunciou pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos. Na avaliação do ministro, a decisão da companhia foi cuidadosa e não há preocupação de que ocorra algo parecido no Brasil.

"É um movimento que nós estamos monitorando, é um movimento bastante pensado, e que no Brasil não aconteceu porque eles [Latam] estão confiando na linha de capital disponível pelo BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], estão trabalhando para cumprir os requisitos, e essa linha vai ser importante para as demais companhias. Então, a gente está monitorando e estamos bastante tranquilos, até o momento, com a situação dessas empresas", afirmou o ministro durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.

O Grupo Latam Airlines pediu recuperação judicial nos Estados Unidos na terça-feira (26.05) por causa dos efeitos da crise provocada pela pandemia novo coronavírus. No comunicado oficial em que anunciou a decisão, a empresa afirmou que o processo vai permitir uma reorganização da "sustentabilidade no longo prazo".

"Diante dos efeitos da covid-19 no setor mundial de aviação, esse processo de reorganização oferece à Latam a oportunidade de trabalhar com os credores do grupo e outras partes interessadas para reduzir sua dívida, acessar novas fontes de financiamento e continuar operando, enquanto adapta seus negócios a essa nova realidade", afirmou a empresa.

A decisão da Latam Airlines envolve também as subsidiárias no Chile, Peru, Equador e Colômbia. Já no Brasil, Argentina e Paraguai ficaram de fora do processo. Ainda de acordo com a companhia aérea, a decisão não trará impacto imediato nos voos de passageiros ou de carga. Aguardam decisam da Justiça Federal dos EUA.