Leilão de 3 aeroportos de MS será retomado e deve ocorrer até final de 2021 - Caarapó Online

Caarapó - MS, terça-feira, 7 de julho de 2020


Leilão de 3 aeroportos de MS será retomado e deve ocorrer até final de 2021

Ministro afirmou hoje que intenção do Governo de privatizar os aeroportos segue firme e leilões iniciam em 2021

Publicado em: 25/05/2020 às 17h31

Rosana Siqueira

O Governo Federal está retomando os leilões de aeroportos do País, entre eles o de Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã que podem ser privatizados até o final de 2021. Os três aeroportos do Estado devem formar o bloco São Paulo-Mato Grosso do Sul, que inclui também o Aeroporto de Congonhas e estão na 7ª Rodada de Concessões da Agência Nacional de Aviação Comercial (Anac).

O assunto voltou a pauta hoje após o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, demonstrar otimismo com os próximos leilões de aeroportos, mesmo diante da pandemia, que afeta bruscamente a aviação civil. "Nós vamos arrebentar na venda de aeroportos", disse o ministro durante uma live promovida pelo Santander. Para ele, o governo conseguirá transferir à iniciativa privada todos os aeroportos que estão na pauta do ministério. A pasta pretende leiloar todos os terminais que ainda estão sob responsabilidade da Infraero. Nesta segunda (25.05), o ministro citou 43 aeroportos.

O número final da 7ª rodada (onde entram aeroportos de MS) ainda está sendo fechado, já que há possibilidade de alguns aeroportos pequenos serem assumidos pelos Estados. Já a 6ª rodada deve contar com 22 aeroportos, com previsão de o leilão ser realizado em março de 2021, disse Freitas nesta segunda.

Para o ministro, o sucesso esperado se deve a "ousadia" de o ministério manter os leilões e se tornar um "vendedor" de aeroportos quase que "exclusivo" no mundo. O ministro reconheceu que o momento é difícil para aviação, mas destacou que protocolos de segurança estão sendo implantados e que aos poucos o movimento vai ser retomado. Segundo ele, a confiança "não é desarrazoada", mas nasce das conversas com investidores.

Freitas também confirmou que o governo não vai mais exigir do operador aeroportuário a participação no capital social da concessionária para as próximas transferências. Isso, para ele, é outro fator atrativo dos próximos leilões. Em entrevista, o secretário Naciona da ANAC, Ronei Glanzmann, afirmou que a mudança estava em estudo.

Em razão da crise, é esperado que os leilões atraiam fundos, como de pensão e de private equity. Nesse cenário, o operador da concessão pode entrar através de uma contratação, sem precisar participar com capital. "Isso já está repercutindo bem no mercado", disse Freitas.

Blocos - Na 6ª Rodada que deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2021 entra o chamado Bloco Sul que tem nove aeroportos: Curitiba (PR), Bacacheri (PR), Foz do Iguaçu (PR), Londrina (PR), Joinville (SC), Navegantes (SC), Pelotas (RS), Bagé (RS) e Uruguaiana (RS).

Na região Norte serão sete: Manaus (AM), Boa Vista (RR), Porto Velho (RO), Tefé (AM), Tabatinga (AM), Rio Branco (AC) e Cruzeiro do Sul (AC). A região Centro-Oeste terá seis aeroportos concedidos: Goiânia (GO), Palmas (TO), São Luís (MA), Teresina (PI), Imperatriz (MA) e Petrolina (PE). Para este grupo da 6ª rodada está prevista a arrecadação de R$5 bilhões.

7ª RODADA -  Fechando as metas do governo, a sétima rodada de concessões contará com três blocos e uma arrecadação prevista de R$ 5,28 bilhões. Esta rodada é considerada a principal, por englobar os aeroportos de Santos Dumont (RJ) e Congonhas (SP), que foram deixados para o final para garantir a sustentabilidade da Infraero.

O primeiro bloco reunirá aeroportos de Rio de Janeiro e Minas Gerais, incluindo Santos-Dumont (RJ), Jacarepaguá (RJ), Uberlândia (MG), Montes Claros (MG), Pampulha (MG), Carlos Prates (MG), Uberaba (MG). Esta rodada englobara outro bloco com terminais da região Norte, desta vez com Belém (PA), Júlio César (PA), Santarém (PA), Marabá (PA), Carajás (PA), Altamira (PA), Macapá (AP).

O último bloco contará com cinco aeroportos de São Paulo e Mato Grosso do Sul: Congonhas (SP), Campo de Marte (SP), Campo Grande (MS), Corumbá (MS), Ponta Porã (MS).