Paulo Marinho solicita proteção policial; Sergio Moro cobra investigação do caso - Caarapó Online

Caarapó - MS, quinta-feira, 13 de agosto de 2020


Paulo Marinho solicita proteção policial; Sergio Moro cobra investigação do caso

Marinho afirma que teve conhecimento prévio da operação da Polícia Federal que investigou Flávio Bolsonaro, em outubro de 2018

Publicado em: 18/05/2020 às 05h00

Correio Braziliense

Com a repercussão do relato de Paulo Marinho (PSDB), suplente do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), sobre suposto vazamento, por um delegado da Polícia Federal, da informação de que Fabrício Queiroz seria alvo da Operação Furna da Onça, da Lava-Jato, em outubro de 2018, o empresário solicitou proteção policial para ele e para a família no Rio de Janeiro.

"Em função de novas circunstâncias surgidas nas últimas horas, solicitei ao governador do RJ proteção policial à minha família e, após criteriosa análise das autoridades envolvidas, fomos atendidos. Seguiremos firmes lutando pela verdade e pelo Brasil", disse Marinho, que é pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro.

O empresário ainda agradeceu as manifestações de apoio que recebeu e explicou os motivos que o levaram a fazer as revelações neste momento. “Após as denúncias do ex-ministro Sergio Moro, considerei a necessidade de dar publicidade às informações que podem colaborar com as investigações sobre a tentativa de interferência na PF”, publicou Marinho.

Também por meio das redes sociais, o ex-ministro Sérgio Moro reforçou o apelo por investigações. “Espero que os fatos revelados, com coragem, pelo Sr. Paulo Marinho sejam totalmente esclarecido”, publicou o ex-juiz.

Deputados federais e senadores de oposição reforçaram o coro por esclarecimentos e cobraram punições mais severas após as informações reveladas por Paulo Marinho. Entre as cobranças está inclusive o pedido de cassação da chapa que elegeu Jair Bolsonaro à presidência da República e Hamilton Mourão, à vice-presidência.

A Polícia Federal decidiu abrir um procedimento para investigar as informações apresentadas pelo empresário. Flavio Bolsonaro classificou a acusação como "invenção".