UFGD tem 26 professores entre os melhores pesquisadores de sua área em todo o País - Caarapó Online

Caarapó - MS, quarta-feira, 27 de maio de 2020


UFGD tem 26 professores entre os melhores pesquisadores de sua área em todo o País

“Professores reconhecidos com bolsas concedidas pelo CNPq são os melhores pesquisadores do País em sua área, então merecem ser valorizados pelo histórico de trabalho e pelos relevantes resultados alcançados”, afirma coordenador de Pesquisa da UFGD

Publicado em: 15/05/2020 às 11h28

Assessoria

Os professores e as professoras das universidades, além de ministrar aulas para os estudantes dos cursos de graduação e pós-graduação, também coordenam e realizam atividades de extensão e pesquisa. Essas ações são complementares entre si, afinal, é por meio de iniciativas de extensão que os docentes entram em contato com as necessidades das empresas e de grupos sociais; e é através da pesquisa que buscam aplicar a ciência para criar soluções para a sociedade como um todo. Conciliar todas essas atividades não é tarefa fácil, mas é essencial para todos os professores cujo objetivo seja formar os melhores profissionais e, também, cidadãos capazes de inovar.

Na UFGD, a grande maioria dos docentes executa essas atividades, chamadas de tripé da educação superior: ensino, pesquisa e extensão. E entre os mais de 500 professores da instituição, 26 estão entre os principais pesquisadores do País, de acordo com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).


No Brasil, uma das formas de incentivar e reconhecer os melhores pesquisadores é a concessão de Bolsas de Produtividade, distribuídas pelo CNPq. Para conseguir uma Bolsa de Produtividade em Pesquisa (PQ), ou uma Bolsa em Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT), os profissionais precisam ficar atentos a editais que anualmente são publicados, candidatar-se e passar pela avaliação de uma banca formada pelos mais proeminentes pesquisadores de cada área do conhecimento.


“Receber a primeira bolsa PQ ou DT denota que o pesquisador entrou para o rol de pesquisadores de destaque no País, e a expectativa é que isso venha trazer reconhecimento e estímulo para que continue trilhando sua carreira. São necessários esforços contínuos para que um docente consiga um currículo suficientemente bom para concorrer nacionalmente. Inclusive, é bom destacar que quem submete projeto para receber tais bolsas, se expõe à comparação entre seus pares em nível nacional. Não é uma comparação apenas na sua universidade, ou na sua região, mas em nível de país. Esses professores que atingem este nível são os melhores pesquisadores do País em sua área, então merecem ser valorizados pelo histórico de trabalho e pelos relevantes resultados alcançados”, elogia o professor Fernando Miranda, coordenador de Pesquisa da Pró-reitoria de Ensino de Pós-graduação e Pesquisa (PROPP).

Fernando explica que os primeiros passos para um professor se destacar na área da pesquisa são feitos ainda na sala de aula das turmas de graduação. É fundamental ser orientador de bons trabalhos de conclusão de curso e de Iniciação Científica, dedicando tempo para ensinar os estudantes da graduação a escrever artigos, e incentivando os melhores alunos a entrar em programas de pós-graduação. “Assim, o docente vai montando o seu grupo de pesquisa”, instrui o docente.


O bom fundamento na graduação abre portas para a pós-graduação. “Para conseguir uma bolsa PQ ou DT, o pesquisador precisa estar inserido em um programa de pós-graduação, ter um bom número de alunos que defenderam mestrado e buscar junto de seus alunos a publicação de artigos em revistas científicas que divulgam os resultados de suas pesquisas. Quem já tem esse currículo bastante qualificado pode elaborar um projeto de pesquisa por três anos, para buscar receber uma bolsa junto ao CNPq, se tornando bolsista nível 2. Depois que o pesquisador já é bolsista de nível 2, ele será valorizado, não só pelas publicações que resultam de suas pesquisas, mas também por outros vários serviços que ele possa vir a fazer na difusão de conhecimento: ser coordenador de curso de pós-graduação, patentes, registro de softwares, palestras, participação na equipe de revista científica, edição de livros, entre outros. Ele vai evoluindo nessa carreira, subindo a nível 1D, 1C, 1B e o topo da carreira é o nível 1A”, detalha o professor Fernando.