Frio de 6°C em MS: temperatura baixa exige atenção para evitar o contágio - Caarapó Online

Caarapó - MS, quinta-feira, 22 de outubro de 2020


Frio de 6°C em MS: temperatura baixa exige atenção para evitar o contágio

Infectologista esclarece qual o risco da chegada da frente fria em relação ao combate do coronavírus em MS

Publicado em: 07/05/2020 às 07h28

Mariane Chianezi

A chegada de uma frente fria em Mato Grosso do Sul derrubará as temperaturas nesta semana e acedeu um alerta para os moradores diante do combate à pandemia do Covid-19, o novo coronavírus no estado. Com 283 casos confirmados da doença e 10 mortes, MS luta para conter o avanço da doença e muitos questionam se o clima poderá interferir na transmissão da doença.

Conforme o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a frente fria se aproxima de Mato Grosso do Sul e, para quinta-feira (07.05), a previsão indica mínima de 6°C. Em Campo Grande, os termômetros podem chegar a 9°C.

Mas as baixas temperaturas pode trazer aumento circulação de um novo vírus respiratório? De acordo com a médica infectologista Priscilla Alexandrino, disse que sim, mas não por conta do frio em si, mas sim pela aglomeração de pessoas.

Conforme a especialista, a frente fria não deve deixar o vírus “mais forte” ou causar mais facilidade na transmissão, o que vai impactar, na realidade, é que as pessoas vão buscar ‘mais calor humano’ e como consequência, os riscos de contrair o coronavírus pode aumentar. “Não é que o clima tenha interferência ou não. O problema seria as pessoas por causa do frio ficarem aglomeradas em ambientes fechados”, disse ao Jornal Midiamax. Por tanto, a melhor opção para evitar o contágio é o isolamento social e se esquentar através dos agasalhos.

Ainda conforme Alexandrino, uma das maiores preocupações pode ser o transporte público no período de frio. Apesar de o número de passageiros estar limitado dentro dos veículos e todos são obrigados por decreto municipal a usarem máscaras faciais, durante o período gelado a melhor opção é manter as janelas dos coletivos abertas.

Calor não é garantia de proteção
O novo coronavírus parece se espalhar mais lentamente em países onde a temperatura é elevada. É o que mostra um novo estudo do MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos Estados Unidos.

De acordo com o portal Saúde, os cientistas compararam a velocidade de crescimento da epidemia nas regiões frias e quentes. Na Noruega, por exemplo, o número de casos saltou, em cerca de uma semana, de 40 a cada milhão de habitantes (medida usada pelos pesquisadores para uniformizar dados globais) para mais de 120 na mesma fatia populacional.